Sinal de alerta na Represa do Rio Jundiaí em razão das fortes chuvas

Represas da região podem atingir cota máxima em 12 horas e causas alagamentos. Acima, Sítio do Benegas

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – As fortes chuvas que caem na Região Metropolitana de São Paulo – e no Alto Tietê – onde está o Spat – Sistema Produtor do Alto Tietê – com cinco represas – levaram a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e a Defesa Civil a emitirem um sinal de alerta. Isso porque uma das represas do Spat pode atingir a cota máxima ainda nas próximas 12 horas e causas alagamentos.

 

O risco está na Represa do Rio Jundiaí, que fica no município de Mogi das Cruzes ,está em estado de alerta. Se as chuvas na região continuarem, há previsão de que em 12 horas a Bacia do Jundiaí atinja a cota máxima e ocorra alagamentos que afetarão principalmente Mogi e Suzano.

 

Segundo dados da Sabesp, divulgados às 9h desta segunda-feira (11/03) em seu site, já choveu nestes 11 dias de março sobre as cinco represas da região 152,4 milímetros – quase que o esperado para todo o mês, que é de 172,8 milímetros. Somente entre o domingo e esta segunda, choveu 99,3 milímetros nos reservatórios.  Ao todo, as cinco represas estão, na manhã desta segunda-feira, com 80,4% da sua capacidade máxima. Do domingo para esta segunda-feira o nível subiu 4,7%.

 

Desde o final de fevereiro, a Sabesp e o DAEE já estão liberando água das represas da região (no caso, da Represa de Taiaçupeba), o que causou medo e apreensão em bairros de Suzano. Em Mogi, bairros vizinhos ao Rio Tiete também estão em alerta. Parte do Parque Centenário, na divisa do bairro Nova Mogilar com o distrito de César de Souza, já está fechado em razão das águas do Tietê, que subiram e alagaram o local. Os lagos do parque possuem comportas de ligação com o rio e ficaram mais cheios por conta da água vinda do Tietê. Desde o final de fevereiro, quando foi dado o sinal de alerta, a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente monitora a situação, com o apoio do professor Alexandre Hilsdorf, do Núcleo Integrado de Biotecnologia da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e membro do Conselho Mogiano de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Comoma).

 

O secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Daniel Teixeira de Lima vai ao Centenário diariamente e informou. “Temos um protocolo de atuação definido para situações como esta, que inclui isolar as áreas afetadas, informando os frequentadores, o que já aconteceu. Além disso, a Guarda Municipal está presente no parque todos os dias e contribui para orientar as pessoas, zelando pela segurança do público de uma forma geral”, completou

 

No chamado Sítio do Benegas, que fica perto da ponte sobre o rio, no início da Avenida João XXIII, ainda no bairro do Socorro, em Mogi (lado oposto do Centenário, dividido pelos trilhos de trem), as águas já chegaram nas construções desde o final de fevereiro, e continuam altas. Na foto acima, feita pelo internauta Eduardo dos Santos, essa cheia pode ser constatada.

 

Também há alagamentos em bairros cortados pelo Rio Jundaí, como parte do Distrito de Jundiapeba e Oropó, Aeroporto e Jardim Santos Dumont, estes dois último no Distrito de Braz Cubas.

 

_____________

Saiba quais são as cinco represas do Spat

O Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) é composto por cinco reservatórios: Ponte Nova, Paraitinga, Biritiba, Jundiaí e Taiaçupeba (veja no mapa abaixo). As represas são interligadas por cerca de 28 quilômetros de túneis e canais e contam com uma estação elevatória com capacidade para impulsionar 33 mil litros por segundo de água em um desnível geográfico de cerca de 120 metros. O tratamento é feito na estação do Guajaú, a maior instalação de tratamento da Grande São

 

Foto no alto: Eduardo dos Santos / Divulgação