Saques do FGTS devem dar fôlego ao comércio, avalia Associação Comercial

 

DE MOGI DAS CRUZES – A liberação de saques das contas ativas e inativas do FGTS a partir de setembro é avaliada positivamente pela direção da ACMC- Associação Comercial de Mogi das Cruzes. A exemplo do que já aconteceu em 2017, quando os saques foram limitados às contas inativas, a expectativa é de que a medida injete um fôlego no comércio, pois com mais dinheiro em circulação o consumo deve aquecer.

“A economia está parada e com os altos índices de desemprego o consumo está baixo, tanto que a previsão para esse ano é de um crescimento de pouco mais de 1%, bem inferior aos 2,3% registrados em 2018. A entrada em circulação de um recurso que não era esperado deverá dar uma sacudida nos negócios”, avalia o presidente da ACMC, Marco Zatsuga.

Ele pondera, no entanto, que a liberação do FGTS é uma medida pontual e com reflexo a curto prazo. Para a retomada do consumo mesmo, o presidente aponta a necessidade de aprovação da Reforma da Previdência e outros ajustes, como redução dos juros e melhoria do crédito.

O dirigente chama a atenção para o teto máximo a ser liberado nos saques, que é de R$ 500,00. Ele ressalta que esse é valor médio da dívida dos consumidores que estão inscritos no SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito.  Cerca de 70% das pessoas que possuem restrição ao crédito em Mogi das Cruzes possui dívida de até R$ 500,00. Atualmente, cerca de 15 mil pessoas estão inadimplentes na cidade.

“Muitas pessoas devem aproveitar esse dinheiro do FGTS para saldar dívidas e recuperar a condição de comprar a prazo, saindo da inadimplência”, ressalta o presidente  Zatsuga.

“A arrecadação entrou numa curva de crescimento, mas não adianta isso se o Governo não fizer os cortes necessários. Não podemos esquecer que os contribuintes brasileiros pagam as maiores taxas tributárias do mundo”, avalia Zatsuga.