Menino de 7 anos, que estava em casa incendiada com a mãe, morre em Mogi das Cruzes. Suspeito, companheiro dela está preso

Enzo Gabriel, 7 anos, morreu neste sábado, 9. Companheiro da mãe dele é acusado de incendiar casa em que ele estava no Aeroporto III

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Morreu neste sábado (09/11) o menino Enzo Gabriel Martins de Souza, de 7 anos, que teve 90% do corpo queimado na madrugada da última quinta-feira (07/11), quando o companheiro da mãe dele é o principal suspeito de ter colocado fogo na casa em que moraram, no distrito de Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, com os dois dentro.

O corpo do garoto foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Mogi. Enzo não resistiu aos ferimentos, pois teve 90% do corpo queimado. Ele estava internado no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, no Mogilar.

Tudo aconteceu na Rua General Longo 146, no Jardim Aeroporto 3. De acordo com vizinhos, Michelli Juliana Martins, de 34 anos, mãe do garoto, e o seu companheiro, Nicacio de Assis Sousa, 41 anos (foto acima), que moravam no local há cerca de um ano, chegaram por volta da meia-noite da quarta-feira, provavelmente bêbados e falando alto. Eles teriam discutido e, quando eram 3h da madrugada da quinta (07/11), ouviram gritos de socorro da mulher. Chegando na casa, por uma janela com grades, viram a mulher desesperada e o local em chamas.

Nicacio é acusado pela ex-companheira de ter utilizado álcool doméstico para atear fogo nela, no filho e no interior da cada, porque estava inconformado com o término do relacionamento.

Socorridos por ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), os dois foram levados para o Luzia de Pinho Melo, ela com 70% do corpo queimado e o filho Enzo com 90%. O garoto permaneceu em Mogi e ela foi transferida para o Hospital Estadual Bauru “Arnaldo Prado Curvelo”, unidade especializada em pessoas queimadas.

Preso no mesmo dia

Durante a tarde da mesma quinta-feira (07/11), Nicacio foi localizado e preso pela Polícia Civil (foto abaixo) e no 1º Distrito Policial, no Parque Monte Líbano, não confessou o crime e a Justiça, após audiência de custódia na sexta-feira (08/11), manteve a prisão dele. Pesou contra ele o fato de a polícia descobrir que já havia um Boletim de Ocorrência contra ele, feito por outra companheira, de violência doméstica. Isso foi em 2015, e na ocasião essa mulher o denunciou por agressão contra ela e o filho, também criança.

Fotos: Helio Torchi / Divulgação

RELEMBRE REPORTAGEM DA CASA INCENDIADA E QUE DEIXOU VITIMOU MÃE E FILHO