Presa mulher, 5ª acusada de matar a jovem Letícia Emanuelle da Silva

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Policiais civis do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa de Mogi das Cruzes (Demacro) capturaram, nesta segunda-feira (25/02), uma mulher – a quinta envolvida no assassinato da jovem Letícia Emanuelle da Silva, de 21 anos (foto acima), encontrada morta dia 29 de janeiro deste ano no final da Estrada da Estiva, à beira da Represa do Rio Jundaí, em Mogi.

Os policiais cumpriram mandado de prisão temporária na Rua Pedro Luis Dias da Fonseca, no Bairro Apurá, região da Pedreira, em São Paulo, e localizaram a criminosa, Maria Fabiana Dias do Nascimento, 28 anos, apelidada de Fabana.

Segundo o delegado Rubens José Ângelo, da Homicídios, foi graças ao trabalho de investigação, seguindo os passos da criminosa que localizaram o seu paradeiro. “Descobrimos que a Maria Fabiana, para conseguir fugir da polícia, tinha deixado os filhos com um parente na Catedral da Sé, na área central da Capital”.

Para a polícia, o caso está encerrado. Agora, os cinco suspeitos vão responder por homicídio quadruplamente qualificado e feminicídio. De acordo com o advogado José Gustavo Ferreira, de Mogi, consultado pela reportagem do CORREIO INDEPENDENTE, esses tipos de crimes podem gerar condenação de até 30 anos de prisão a cada um deles.

 

O motivo do crime

Gisélia disse que engravidou de Thiago, mas teve abordos espontâneos, que teriam sido causados por ameaças feitas por Letícia Emanuelle. Ao delegado, ela contou que Letícia teria enviado vídeos macabros e oferecido a quantia de R$ 100,00 para ter as crianças que estavam em sua barriga.

Thiago e Gisélia executaram o crime, com a ajuda de outras duas mulheres, Thaís Moraes e Stephani Aparecida Pires Borges, amigas do casal.  Todos acreditavam que Letícia Emanuelle teria feito um pacto com o diabo e que uma maldição teria ocasionado os seus abortos.

 

 

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Os suspeitos devem responder por homicídio quadruplamente qualificado e feminicídio e podem ser condenados a até 30 anos de prisão. “O caso está encerrado. Os próximos passos são a vinda dos laudos faltantes e relatarmos o inquérito solicitando pela prisão preventiva dos cinco participantes”, disse.

Maldição

De acordo com o Setor de Homicídios, o grupo acreditava que a vítima tinha feito uma maldição para que Gizélia Aparecida Siqueira de Paula abortasse os trigêmeos que esperava.

O pai das crianças, segundo a polícia, era Thiago Morais Sant’Anna, que já tinha tido um relacionamento com a vítima e também participou do crime.

Segundo a polícia, Gizélia disse que estava grávida e Letícia ficava mandando vídeos macabros para aterrorizá-la. A vítima pensava que Gizélia esperava só um filho e disse que se vendesse para ela pagaria R$ 100, além de dizer que a criança estava encomendada pelo demônio, de acordo com a investigação.

Gizélia, segundo a polícia, abortou naturalmente e acreditou que a maldição foi a causa. Por vingança, armou a emboscada.

No dia 29 de janeiro, de acordo com a polícia, foi Thiago quem pegou a vítima em casa e a levou até o local onde seria morta, às margens da Represa de Taiaçupeba. Ele disse ter mantido a amizade com Letícia depois que deixaram de se relacionar. Os dois eram vizinhos e moravam no Conjunto do Bosque.

“A gente concluiu, pelas investigações, que Thiago pegou Letícia na casa dela, levou até as proximidades da casa da Gizélia e de lá saíram no veículo dele: Thiago, Gizélia e Letícia. Ele disse que acreditava que iam só bater nela e não matar. Mas ele levou a Letícia para a morte”, contou Rubens.

O laudo indicou que a vítima levou socos e pontapés e um golpe de ferramenta na cabeça, que foi a causa da morte.

As outras duas mulheres presas, de acordo com a polícia, são amigas de Gizélia e queriam ajudá-la. Elas são Thays da Silva Morais e Stephany Aparecida Pires Borges. As três moram no distrito de César de Sousa. “Elas dizem que quem golpeou com a marreta foi Gizélia, já Gizélia culpa as outras duas”, explicou Rubens.

O corpo foi encontrado no mesmo dia do crime, mas identificado apenas três dias depois.

O pai das crianças, segundo a polícia, era Thiago Mo