Linha 11 da CPTM desde o início de 2019 opera só com trens novos

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Muitos usuários da Linha 11 – Coral, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) nem perceberam, mas desde o início de 2019, os trens velhos que ainda circulavam no trecho entre a estação Estudantes, em Mogi das Cruzes, e Guaianases, em São Paulo (onde é feita baldeação) não são mais usados. De acordo com a companhia, com a chegada dos novos trens Série 8500 e 9500, a CPTM retirou de circulação um de seus trens mais antigos, da série 4400, com seis carros e substituídos por trens novos de oito carros da série 8500 e 9500.

É o caso do auxiliar geral Maurício Antunes, 25 anos, que usa a Linha 11 para trabalhar na Capital paulista. “Cara, nem notei. Mas é verdade, não vejo esses trens velhos nessa linha há vários dias”, disse. Para ele, a correria é tanta que nem dá para perceber que os vclhinhos não são mais usados.

A operadora de caixa Maria Angela Alberto, 35 anos, que sai de Suzano para trabalhar na Capital, diz qe nem percebeu a ausência dos velhos trens.  “Se você não me fala eu nem teria reparado. Notei sim que todos os trens que eu peguei desde a primeira semana de janeiro, nenhum era dos velhos, mas pensei que fosse apenas o caso de eu ter pego sempre os novos. Mas fico feliz em saber sobre essa modernidade”, disse. Mas ela criticou. “Espero, também, que o tão prometido fim da baldeação em Guaianases”, inqueriu. Sobre isso, a CPTM ainda não tem resposta oficial. O que se sabe é que a estação de Suzano já deveria fazer o que a de Guaianases faz, ou seja, a baldeação para quem sai de Mogi. Essa estação suzanense, ainda, deve abrigar o “ponto final e inicial” dos trens de outra linha, a 12 Safira, que liga Calmon Viana, em Poá, até o Brás. Para isso, a estação de Suzano precisa ser, antes, totalmente terminada, o que ainda não ocorreu, pois ela foi entregue com menos de 50% da área útil aberta ao público.

Voltando aos trens velhos, pelo que apurou a reportagem do CORREIO INDEPENDENTE, os modelos 4400 saem de operação após 53 anos de serviços prestados. No total eram 15 unidades , mas ultimamente havia apenas três em operação na Linha 11 – o 4407, 4421 e 4424).

Segundo a CPTM, hoje a frota é composta por trens que contam com ar condicionado, sistema de informação audiovisual aos passageiros, sistema de detecção de fumaça, câmeras internas e externas entre outros. 
Os novos trens também são totalmente compatíveis com as normas de acessibilidade para pessoas com deficiência, equipados com espaços apropriados para acomodar cadeiras de rodas, sinalização audiovisual do fechamento das portas do trem e saída de emergência sinalizada.

Os velhos trens da série 4400

Produzidos pela FNV (Fábrica Nacional de Vagões) na década de 60, em parceria com a Cobrasma e a Santa Matilde, os trens foram projetados exclusivamente para atender uma alta demanda de passageiros, tendo como diferenciais bancos longitudinais, grande número de pega-mãos e ventiladores de teto. A composição podia operar com até com 12 vagões.

Os trens foram adquiridos pela RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A.) para operar em São Paulo e no Rio de Janeiro, também na década de 60.