Moradores protestam e impedem entrada ou saída de Quatinga

Duas estradas de Quatinga foram fechadas. Ninguém entrou ou saiu do local na manhã desta sexta-feira, 15

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Moradores de Quatinga, distrito rural do município de Mogi das Cruzes, protestaram na manhã desta sexta-feira (15/03) e colocaram fogo em pedaços de madeira e fecharam duas saídas da localidade. Eles seguem revoltados com a água que invade muitas áreas do bairro, em razão da vazão que está sendo feita pelas represas do Spat – Sistema Produtor do Alto Tietê – por causa do excesso de chuvas sobre Mogi e região.

 

Vale lembrar que o Distrito de Quatinga está distante 35 quilômetros do Centro de Mogi, e é cercado pela Serra do Mar.

 

De acordo com a Polícia Militar, por volta das 10h as vias foram liberadas, sem nenhum tipo de confronto ou oposição dos moradores.

 

Na Rua Antônio Rozendo de Lima, os manifestantes colocaram fogo em pneus e móveis que teriam sido estragados pelas águas. Na Estrada do Quatinga foi feito um buraco que, segundo os moradores, é enorme e impede a passagem de veículos. Muita gente não conseguiu sair ou chegar ao local, nem veículos particulares, nem ônibus das linhas municipais ou escolares.

 

Uma moradora ouvida – que não quis se identificar – disse que as pessoas que trabalham no Centro de Mogi ou em outras localidades estavam ligando para seus patrões e empresas explicando o fato e as dificuldades que teriam para chegar ao local de trabalho.

 

Filas de veículos se formaram, tanto para sair do Distrito, quanto para entrar, até que houvesse a liberação.

 

A reportagem do CORREIO INDEPENDENTE entrou em contato com a Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura de Mogi, para ter mais detalhes do que aconteceu por lá e quais serão as providências da Administração Municipal. Vale lembrar que a água que invade Quatinga, áreas de Jundiapeba e bairros da região do Oropó são da vazão que está sendo feita nas represas da região – especificamente nas do Rio Jundiaí e Taiaçupeba – em razão das fortes chuvas que caíram sobre o Alto Tietê desde o início de março, e que elevaram os níveis dos reservatórios e estes atingiram a margem de segurança. Ainda não houve resposta.