População deve manter cuidados de prevenção ao Aedes aegypti

Dentro das residências estão os maiores focos do mosquito; todo cuidado é pouco

 

DE MOGI DAS CRUZES – A Prefeitura de Mogi das Cruzes desenvolve várias ações de combate ao Aedes aegypti, de forma permanente e contínua, mas a população precisa fazer a sua parte, adotando uma rotina de cuidados em casa e no trabalho. Entre as principais orientações está remover pratos de plantas, cuidar semanalmente de piscinas e eliminar todos os recipientes e situações que possam acumular água parada.

Uma das atividades desenvolvidas pelo Núcleo de Controle e Prevenção a Arboviroses é a Avaliação de Densidade Larvária (ADL), realizada quatro vezes por ano, que aponta qual região do município apresenta maior infestação de larvas do mosquito e também quais situações podem causar maiores problemas, como acúmulo de pneus ou falta de cuidado com as piscinas. A amostragem possibilita a definição de estratégias de combate ao inseto.

Os últimos levantamentos realizados na cidade mostraram que o principal problema continua sendo recipientes móveis, ou seja, todo tipo de material que deveria ser removido para evitar o acúmulo de água.

O mosquito se reproduz em água parada. Por isso, é importante que a população elimine pneus sem uso, lixo e outros objetos que possam se tornar possíveis recipientes para os focos. Também é necessário verificar regularmente vasos de planta; cobrir corretamente as caixas d’água; e fechar ralos pouco usados com plástico ou jogar água sanitária nesses locais, duas vezes por semana.

Além disso, caso o morador precise viajar por um longo tempo, algumas atitudes simples ajudam na prevenção do mosquito, como: manter as calhas limpas; colocar garrafas de vidro vazias sempre viradas de cabeça para baixo; deixar as lixeiras bem tampadas e os ralos limpos, com tela protetora; e verificar se as tampas de vasos sanitários estão abaixadas.

A dengue é uma doença causada por vírus transmitido de uma pessoa doente para uma pessoa sadia por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. Em 2019, Mogi das Cruzes registrou 126 casos da doença (outros 36 exames aguardam resultados). “Os casos de dengue só serão reduzidos à medida que os mosquitos não conseguirem mais se proliferar. Sem criadouros, como água acumulada, não teremos mosquito, e consequentemente reduziremos os casos de dengue e quem sabe poderemos até eliminar a doença”, explica Tereza Nihei, médica da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde.