Polícia Rodoviária Federal apreende em Arujá cocaína no valor de R$ 40 milhões

A droga tinha como destino o Rio de Janeiro e estava em um carro parado na Via Dutra, em Arujá

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na manhã desta segunda-feira (05/10), 323 quilos de cloridrato de cocaína durante uma fiscalização na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Arujá, cidade do Alto Tietê – sub-região Leste da Grande São Paulo. A droga é avaliada em $ 40 milhões e iria para o Rio de Janeiro.

De acordo com a PRF, a droga estava no porta-malas de um veículo GM modelo Spin, conduzido por um homem de 24 anos. A abordagem aconteceu no km 204 da rodovia, após os policiais rodoviários federais darem ordem de parada para o motorista.

Ao parar o carro o motorista, segundo os policiais, demonstrou estar incomodado com a atuação policial, ficou nervoso e ao ser indagado sobre a origem, o destino e os motivos da viagem passou informações desconexas, o que elevou o nível de suspeita.

Após as respostas evasivas do motorista os policiais rodoviários federais realizaram uma vistoria minuciosa no interior do veículo e encontraram, no porta-malas e sobre os bancos, 296 tabletes de cloridrato de cocaína.

Após o flagrante, os policiais questionaram o motorista sobre a droga. Ele contou que pegou o carro em um posto de combustíveis em Diadema, cidade também da Grande São Paulo, no lado oposto (zona oeste) e seria levado para a cidade do Rio de Janeiro. Ele disse que receberia R$ 15 mil pelo transporte dos entorpecentes.

Ao ser questionado sobre a droga, o motorista informou que pegou o veículo em um posto de combustível na cidade de Diadema/SP e tinha como destino final a cidade do Rio de Janeiro/RJ, e que receberia a quantia de 15 mil reais pelo transporte.

Diante dos fatos, o indivíduo, o veiculo e a droga, que pesou 323 quilos, foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil em Aruja.

Segundo a PRF, esta apreensão gera um impacto financeiro ao crime organizado na ordem de 4-milhões de reais ao crime organizado.

O cloridrato de cocaína é o primeiro produto obtido a partir do refino da pasta base de cocaína. É impróprio para o consumo devido ao seu alto teor corrosivo. Chegando no mercado consumidor, a droga deveria ser misturada com outros produtos para ser revendida aos usuários, o que aumentaria o peso e volume e consequentemente o valor da revenda.

 

 

Fotos e vídeo: Polícia Rodoviária Federal / PRF / Divulgação