Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva investiga 18 da briga de torcedores do São Paulo e Corinthians em Ferraz

Caso está a cargo da Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva, DRADE. 5 feridos já tiveram alta

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Dezoito pessoas estão sendo investigadas após o confronto entre torcedores do São Paulo e do Corinthians, ocorrido na manhã de domingo (14/04), em uma rua de Ferraz de Vasconcelos – a cerca de um quilômetro da estação Antônio Gianetti Neto, na Linha 11 – Coral, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Na briga, três pessoas foram baleadas e duas esfaqueadas, num total e 14 feridos.  Cinco torcedores foram presos.

Além de feridos, os agressores ainda destruíram vidros e latarias de vários veículos que estavam no caminho.

Dos feridos, cinco já tiveram alta e, de acordo com informações da Secretaria Estadual de Saúde. Quatro seguem internadas em três diferentes hospitais da região: duas no Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos Doutor Osiris Florindo Coelho, na mesma cidade das agressões, uma no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, n Mogilar, em Mogi das Cruzes, e mais uma no Hospital Santa Marcelina de Itaquaquecetuba – estas duas últimas cidades vizinhas a Ferraz.

Após o confronto, cinco pessoas foram detidas, mas todos liberados após ouvidos na Delegacia de Polícia de Ferraz. A justificativa da polícia é de que não houve flagrante. Mesmo com a apreensão de pedaços de madeira, de ferro, socos ingleses, toucas, além de aparelhos celulares e veículos e foram registrados em Boletim de Ocorrência lesões corporais, promoção de tumulto e danos.

As investigações estão sendo feitas DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva), órgão criado pelo DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) em 2014.

 

Clique aqui para ler a reportagem sobre o confronto, as fotos e vídeos do tumulto, ou veja no fim do texto.

 

A partir de agora, a DRADE vai investigar a conduta de cada um dos torcedores envolvidos no tumulto. O que se sabe – e as várias fotos e vídeos gravados por moradores e postados nas redes sociais – é que um grupo grande, supostamente de torcedores do São Paulo, caminhava com paus e ferros nas mãos, além de outros equipamentos, para encurralar os corintianos, em menor número.

Todos os identificados podem responder na Justiça por lesão corporal grave e, se houve alguma morte, por homicídio doloso, que é quando há a intenção de matar.

A suspeita é de que o confronto, que terminou em guerra campal, tenha sido marcado pela internet. Para a polícia, as imagens mostram que o grupo de são-paulino tinha, pelo menos, 200 pessoas.

Ainda de acordo com informações da polícia, um dos feridos na briga é o são-paulino Régis Lopes. Ele, de acordo com determinação da Federação Paulista de Futebol (FPF), de julho de 2018, estava proibido de entrar em estádios por três meses. A penalidade ocorreu justamente pelo fato de ele já ter se envolvido em outras confusões entre torcidas. Na briga deste domingo, ele levou um tiro no braço direito.

RELEMBRE REPORTAGEM DO CONFRONTO, NO DOMINGO, 14 DE ABRIL