“Pedágio Não’ terá megacarreata neste sábado, dia 14, com saída em frente ao Hugo Ramos, no Mogilar, e ida até o km 45 da Mogi-Dutra

Movimento coleta assinaturas para abaixo-assinado que será enregue ao governador João Doria. Megacarreata terá concentração às 10h

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Após novo ato pela conscientização dos prejuízos que um pedágio na Rodovia Pedro Eroles (SP-088), a Mogi-Dutra, traria para Mogi das Cruzes e toda a região, neste sábado (07/12), das 9h às 13h no Largo do Rosário, área central mogiana, os integrante do movimento ‘Pedágio Não’ se preparam para uma grande carreata, marcada para o sábado da próxima semana (14/12).

Além de coletar assinaturas para um abaixo-assinado que será enviado para o governador João Dória, como repúdio ao pedágio pretendido, em uma tenda com faixas com os dizeres “Pedágio, aqui não!. O movimento voltou a distribuir os adesivos onde está escrito “Pedágio Mogi-Doria Não”.

Na próxima terça-feira (10/12), às 15h, os integrantes do movimento ‘Pedágio Não’ se encontram como prefeito mogiano Marcus Melo, onde mais estratégias devem ser traçadas contra essa ideia da Artesp, que uniu políticos, entidades de classe e grande parte da população da região. O objetivo é reforçar todas as ações para impedir que a Artesp leve essa ideia à frente.

A megacarreata do dia 14 foi decidida em uma reunião realizada na última quinta-feira (05/12) na sede da Aeamc – Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi, que contou com a participação de  representantes do Condomínio Aruã, ACMC, Sindicato Rural de Mogi das Cruzes e da própria Aeamc.

“Também ficou definida, além da reunião com o prefeito Marcus Melo, a produção de cartaz e panfletos para distribuição no comércio da cidade, entre outras ações nas redes sociais para conscientização da população sobre os prejuízos que a vinda de um pedágio trará para o município como um todo”, diz Nelson Bettoi Batalha Neto, presidente da Aeamc. E ele ainda faz uma convocação: “Entre nessa luta junto com a gente e participe das ações”.

 

Megacarreata será dia 14, do Mogilar até o km 45 da Mogi-Dutra

A concentração será ás 10h, em frente ao Ginásio Municipal de Esportes Professor Hugo Ramos, o Hugão, no Mogilar, de onde a megacarreata partirá, com buzinaço, até o quilômetro 45 da Mogi-Dutra, onde haverá uma grande manifestação com todos os participantes, com carro de som e muito mais que for para alertar e conscientizar os mogianos e moradores da região todos os prejuízos que um pedágio – que dividirá a cidade – vai trazer para todos.

A proposta da instalação de um pedágio na altura do km 45 da Mogi-Dutra veio à tona somente durante a primeira de uma série de audiências públicas, realizada em Mogi, pela Artesp – a Agência de Transportes do Estado de São Paulo  (leia mais abaixo).

 

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Movimento “Pedágio Não” recolheu assinaturas no Largo do Rosário, mais conhecido como Praça da Marisa, área central mogiana, neste sábado, dia 7,. Foto: Nelson Bettoi Batalha Neto / Arquivo Pessoal

O pedágio que Mogi não quer

A ideia do pedágio na altura do km 45 da Rodovia Mogi-Dutra surgiu quando a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) apresentou o projeto de concessão internacional do Lote Rodovias do Litoral Paulista, durante audiência pública realizada em Mogi das Cruzes, em 21 de outubro.

Lá foi possível ver que no bojo dessa concessão — onde estão previstos R$ 3 bilhões em investimentos em obras, além de R$ 2,8 bilhões para a operação e implantação de modernos serviços em trechos das rodovias Dom Paulo Rolim Loureiro (SP-098), a Mogi-Bertioga), da Rodovia Pedro Eroles (SP-088) a Mogi-Dutra (trecho de Arujá ao trevo com  a Ayrton Senna, em Mogi),  e da Padre Manoel da Nóbrega
( SP-055) e Cônego Domênico Rangoni / Rio-Santos – estava esse pedágio na Mogi-Dutra.

A última audiência pública desse processo aconteceu dia 25/11. para discutir esse e outros assuntos no auditório do Departamento de Estradas de Rodagem (DER.SP), na Avenida do Estado, 777, 5º andar, na Capital.

Após as audiências públicas, o edital proposto ficará disponível no site da ARTESP para consulta pública pelo período de 30 dias. Essa etapa visa ampliar ainda mais a participação da sociedade no projeto de concessão do Lote Rodovias do Litoral Paulista.

 

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