Passagens de ônibus e Metrô na Capital e trens da CPTM vão subir em janeiro; resta saber como ficarão em Mogi e região

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE * – A Prefeitura da cidade de São Paulo e o Governo do Estado de São Paulo anunciaram nesta sexta-feira (20/12) que os preços das passagens do transporte público na Capital paulista vão subir a partir do dia 1º de janeiro. Com isso, a passagem unitária dos ônibus, do Metrô e dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vão passar de R$ 4,30 para R$ 4,40.

O reajuste, segundo a prefeitura, é de 2,33% e “está abaixo da inflação anual prevista pelo Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, que é de 3,86%”. Ainda segundo a prefeitura, se as tarifas seguissem a recomposição inflacionária, deveriam custar R$ 4,47.

As novas tarifas de ônibus e Metrô na Capital e da CPTM na Grande São Paulo foram encaminhadas nesta sexta-feira para os presidentes da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa e mantêm as atuais gratuidades existentes, como para idosos acima de 60 anos e pessoas com deficiência.

Diariamente, 8,3 milhões de passageiros são transportados nas linhas disponíveis do Metrô e da CPTM. Já os ônibus transportam cerca de 8,8 milhões de pessoas todos os dias.

E como ficam as passagens nas demais cidades da Grande São Paulo?

Quando isso ocorre – de tarifas de ônibus, por exemplo, subiram na Capital paulista, as cidades da Grande São Paulo e de outras regiões costumam seguir os reajustes. Por enquanto, ainda não há nada confirmado sobre esse tema em Mogi das Cruzes, Suzano e nas demais cidades do Alto Tietê – região que ocupa a porção leste da Grande SP.

Em quatro cidades, no entanto, os preços das passagens já sofreram aumentos. É o caso de Francisco Morato, de R$ 4,45 para R$ 4,60, Franco da Rocha e Caieiras, de R$ 4,60 para R$ 4,80 e Mairiporã, de R$ 4,45 para R$ 4,70. Notem que em todas as passagens são mais caras que na Capital.

As cidades de Guarulhos, São Bernardo do Campo, Guararema, Santo André, Cotia, Jandira, Carapicuíba e Osasco, também na Grande São Paulo, por meio de suas prefeituras, disseram que não irão reajustar as tarifas neste ano.

Fora a Capital, a Grande São Paulo é composta por 38 municípios, e muitos ainda não se pronunciaram sobre o que acontecerá com as tarifas dos ônibus municipais.

 

*Com Agência Brasil

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil