Nos 8 primeiros dias de fevereiro, represas da região de Mogi tiveram 142,3 mm de chuvas, 73% do esperado para todo o mês

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – O início de fevereiro de 2019 é, de longe, muito mais chuvoso que os mesmos oito dias do mês no ano passado nas cinco represas que compõem o Spat – Sistema Produtor do Alto Tietê, na região de Mogi das Cruzes. Enquanto que de 1 a 8 de fevereiro de 2018 choveu apenas 7,8 milímetros sobre esses reservatórios, este ano – nos mesmos oito dias, a chuva acumulada chegou a 142,3 milímetros. Esse índice representa 73% da chuva esperada para todo o mês, que é de 194,9 milímetros.

Ou seja, ainda faltam 52,6 milímetros para atingir a expectativa histórica. Os dados são do levantamento publicado diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), e atualizado às 9h no site da empresa.

Vale lembrar que em fevereiro, a massa de ar polar vinda do sul – que atraiu ainda uma grande massa de nuvens do norte do País – foi a primeira a romper o bolsão de calor sobre os estados sulistas e do sudeste, o que permitiu dias de chuva forte e contínua. De acordo com a previsão da Climatempo, para os próximos dias, Mogi das Cruzes e cidades da região (que ocupa a porção leste da Grande São Paulo), deverão ter dias de sol e calor, com pancadas de chuva a tarde e a noite, com máximas em torno dos 31°C, na segunda-feira 11/08) 32°C, o que deve fazer com que a diferença entre o que já choveu e a média histórica sejam atingidos.

De qualquer forma, os meses anteriores – a maioria em 2018 – foram de chuva abaixo da esperada nos cinco reservatórios do Spat. Este ano, janeiro também foi um mês de pouca pluviosidade. Dos 246,1 milímetros esperados, choveu apenas 194,4.

Relembre, abaixo, a falta de chuva registrada no ano passado nas cinco represas da região de Mogi das Cruzes.

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Saiba quais são as cinco represas do SPAT – Sistema Produtor do Alto Tietê

DO CORREIO INDEPENDENTE – O SPAT – Sistema Produtor do Alto Tietê é composto por cinco reservatórios: Ponte Nova, Paraitinga, Biritiba, Jundiaí e Taiaçupeba (veja no mapa abaixo). As represas são interligadas por cerca de 28 quilômetros de túneis e canais e contam com uma estação elevatória com capacidade para impulsionar 33 mil litros por segundo de água em um desnível geográfico de cerca de 120 metros. O tratamento é feito na estação do Guajaú, a maior instalação de tratamento da Grande São Paulo.