Morteiro de guerra encontrado enterrado em quintal de casa de Mogi

Artefato foi encontrado por pedreiro que trabalha na construção de uma edícula no sítio

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Uma espécie de morteiro – de modelo parecido aos utilizados na Revolução Constitucionalista de 1932 (em que o Estado de São Paulo ficou contra o governo de Getúlio Vargas) foi encontrado nesta terça-feira (15/09) em uma casa, no Parque das Varinhas, em Mogi das Cruzes, durante a execução de uma obra.

Quem encontrou o artefato foi o pedreiro  que foi contratado para construir uma edícula no quintal do imóvel de número 666 da rua Maria de Paula Valezine, 666. O pedreiro pegou o artefato e o levou até o proprietário do imóvel, comerciante Celso Roque Tedarsine, de 66 anos, que ordenou que ele colocasse no gramado e ficasse longe.

Imediatamente ele contatou a Guarda Municipal de Mogi das Cruzes, que acionou o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da 2ª Companhia do 4º Batalhão de Polícia de Choque da Capital.

Enquanto os policiais militares do Gate estavam a caminho da cidade, a Guarda Municipal isolou toda a área.

Logo que chegaram, os policiais do Gate constataram se tratar de um artefato de guerra e que ainda estava com o dispositivo de acionamento ativo. Ou seja, poderia explodir.

Aí teve início o trabalho, que utilizou roupas especiais, escudos anti-explosão e outros equipamentos de segurança do Gate.

O artefato foi levado até um terreno que fica em frente à residência, cavaram um buraco e dentro dele o morteiro (foto abaixo) foi explodido.

Ninguém se feriu. Além do Gate, acompanharam a ocorrência a Guarda Municipal, Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.

Casos inusitados, como este de Mogi, já ocorreram na região. Em outubro de 2019, no Bairro do Raffo, em Suzano, um homem, ao cavar um buraco para o plantio de uma muda de árvore, tomou um susto ao encontrar uma granada. O Gate foi chamado e também detonou o artefato.