Morre, aos 88 anos, Óscar González, o Padre Quevedo

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE * – Óscar González Quevedo Bruzan, o Padre Quevedo, morreu na madrugada desta quarta-feira, aos 88 anos, em Belo Horizonte, por complicações cardíacas. Ele estava na casa do irmão, Luciano Brandão, desde 2012. No local ficam jesuítas idosos e com problemas de saúde.

O enterro está marcado para esta quinta-feira (10), às 11h, no Cemitério Bosque da Esperança, na capital mineira. O local do velório, porém, não foi divulgado, já que será restrito a amigos e parentes.

De origem espanhola, Quevedo se naturalizou brasileiro em 1960. Ele escreveu mais de 15 livros, ficou famoso por estudos em parapsicologia e pelo bordão, com sotaque bastante carregado: “Isso non ecziste”.

O religioso também investigou casos como o de gêmeas que diziam sentir as mesmas coisas, mesmo separadas; mostrou a farsa de uma casa mal-assombrada; desmascarou o ilusionista Uri Geller, que afirmava entortar colheres com o poder da mente; comentou casos de premonição envolvendo a queda de um avião comercial da TAM, em 1996; e teve um quadro em um programa de televisão da Rede Globo.

 

Quevedo na região de Mogi das Cruzes

 

Em julho de 2002, Quevedo veio até o Alto Tietê –  mais precisamente em Ferraz de Vasconcelos – trazido de São Paulo pelo Diário de Suzano, para ver de perto e analisar a Santa da Janela, uma mancha no formato da imagem de Nossa Senhora, que apareceu no vidro da garagem da casa número 330 na Rua Antônio Bernardino Corrêa. A mancha, em forma de santa, atraiu milhares de fieis, que passaram a fazer vigília em frente á residência. Desde lá, todos os anos, no dia 14 de julho, a aglomeração se repete. Na ocasião, o padre foi enfático em apontar que a imagem não passava de uma ilusão de ótica, provocada pela mancha.

Em agosto, um mês após a aparição, contrariando os fieis e dando razão a Quevedo, um laudo, feito a pedido da Arquidiocese de Mogi das Cruzes, apontava que a mancha, que parecia a santa, nada mais era que a chamada irisação, um fenômeno causado pela luz que ao bater sobre vidros em contatos com umidade e não completamente planos, e reflete as cores do arco-iris, muitas vezes formando imagens que se assemelham a coisas ou pessoas.

O laudo foi feito pelo físico Collin Rouse, ex-professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). que sempre colaborou com a Comissão formada por físicos, químicos, parapsicólogos e teólogos, responsável pela análise do caso de Ferraz de Vasconcelos.

Assista entrevista que Danilo Gentili, ainda na Band, fez com o Padre Quevedo