Mogi das Cruzes e Alto Tietê seguem na fase laranja; Doria amplia quarentena até 14 de julho; ACMC e Condemat criticam governador

Fase amarela permitiria atendimento restrito em bares, restaurantes, salões de beleza, todo comércio em 6 horas, mas região ficou de fora

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – A esperança que as entidades do comércio, e os comerciantes, tinham de que o Alto Tietê passasse da fase laranja para a amarela – no Plano SP do governo João Doria (PSDB), foram por terra no anúncio feito nesta sexta-feira (26/06) no Palácio dos Bandeirantes. A expectativa da ACMC (Associação Comercial de Mogi das Cruzes) e do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista) eram de que ainda em junho mais setores pudessem voltar a funcionar. 

A permanência na fase laranja inclui as demais três sub-regiões da Grande SP (incluindo o Alto Tietê) e outras sete áreas do interior e litoral. Enquanto isso, passam para a amarela a Capital, a sub-região do ABC paulista e do Taboão, que avançaram de fase.

Já no interior, o avanço acelerado da pandemia deixa nove regiões na fase vermelha de restrição total de atividades não essenciais.

Se passasse para a fase amarela, Mogi das Cruzes e região poderiam ter atendimento presencial restrito em bares, restaurantes e salões de beleza, mas terá de se contentar com o que já está em prática,ou seja, a reabertura de 20% da capacidade de escritórios em geral, imobiliárias, comércio de rua, shoppings e concessionárias por quatro horas diárias.

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Na prática, a quarentena, que começou em 24 de março, e iria até 19 de junho, será prorrogada pela sexta vez e irá, agora, até 14 de julho. “O sexto período da quarentena começa no dia 29 de junho e vai até 14 de julho”, reforçou o governador.

Nesta sexta-feira, (26/06), o governo de São Paulo apresentou uma nova atualização do Plano São Paulo, plano de retomada da atividade econômica do Estado de São Paulo – e que começou a ser feito a partir do dia 1º de junho. O Plano São Paulo é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O Plano São Paulo também é regionalizado, ou seja, o estado foi dividido em 17 regiões e cada uma delas é classificada em uma fase.

Na fase amarela, a flexibilização prevê abertura limitada a 40% da capacidade de todos os setores previstos na laranja e seis horas de expediente, além da retomada controlada e parcial de atendimento presencial em salões de beleza e barbearias, bares e restaurantes – o consumo local só será liberado em áreas arejadas e segundo rígidos protocolos sanitários estabelecidos no Plano SP.

 

O Plano São Paulo é dividido em cinco fases

Nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho)
Etapa de controle (laranja),
Flexibilização (amarelo),
Abertura parcial (verde)
Normal controlado (azul)

 

plano são paulo em 26/06