Michel Flor, que matou Rayane Paulino, condenado a 45 anos de prisão

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Homicídio, estupro e ocultação de cadáver. Essas foram as condenações do segurança Michel Flor da Silva, 29 anos, pelo estupro, assassinato da estudante Rayane Paulino Alves, de 16 anos, no dia 21 de outubro de 2018. O julgamento teve início por volta das 13 horas e a sentença foi lida pelo juiz depois das 20h desta sexta-feira (30/08), no Fórum Criminal de Mogi das Cruzes, na Vila São Francisco, no Distrito de Braz Cubas.

O segurança foi julgado por um juri popular, num julgamento que durou cerca de seis horas e 45 minutos e a condenação total foi de 45 anos e 4 meses de prisão. Com a condenação, Michel volta para a Penitenciária I “José Parada Neto”, em Guarulhos. Em uma carta, divulgada nesta quinta-feira 30/08), ele disse estar arrependido, confessa o assassinato mas nega o estupro e a ocultação do cadáver. Por essa razão, a defesa do segurança diz que vai recorrer da sentença.

Michel havia participado de uma audiência de instrução, em fevereiro, também no Fórum de Braz Cubas, onde ficou decidido que ele iria a juri popular –  quando há crimes dolosos contra a vida, previstos nos artigos 121 a 126 do Código Penal, quais sejam: homicídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto provocado pela gestante ou com o seu consentimento e o aborto provocado sem o consentimento da gestante. No juri popula, sete jurados, sorteados para compor o conselho de sentença – definem se condenam ou não um réu.

 

O crime

O crime aconteceu quando Rayane saiu de uma festa, em um sítio, na Avenida Francisco Rodrigues, no bairro do Botujuru, em Mogi das Cruzes, onde foi com amigos. Mas saiu sozinha, e queria ir para casa, e acabou indo até a Rodoviária de Guarema, onde o segurança trabalhava. Daí para frente ele ofereceu ajuda, prometeu levá-la para casa, mas acabou matando a jovem.

Oito dias depois o corpo da menina foi encontrado em uma área de mata, às margens da Avenida Francisco Lerário, em Guararema. No dia 31 de outubro, ele foi preso e confessou o assassinato.