Menos seco que outubro, mês de novembro, no entanto, também tem chuvas abaixo do esperado nas 5 represas da região de Mogi das Cruzes

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – O mês de novembro termina novamente com chuvas abaixo das esperadas sobre os cinco reservatórios que compõem o Spat – Sistema Produtor Alto Tietê – mas bem menos seco do que foi outubro, quando choveu apenas 34% do previsto. De acordo com os dados fornecidos diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), novembro teve 102,9 milímetros de chuvas, contra 130,8 milímetros esperados, ou seja, 78,6% do previsto.

No geral, o nível  total de água represada nos cinco reservatórios da região caiu de 82% da capacidade em 31 de outubro para 78,6% neste 30 de novembro.

Em termos das cinco represas do Sistema Alto Tietê, o nível de água armazenada às 9h deste sábado (30/11) é de 440,23 hectômetros cúbicos. O hectômetro cúbico é uma unidade de volume que corresponde ao volume de um cubo de cem metros (um hectômetro). Por ser uma unidade de certa envergadura, usa-se para definir a capacidade das represas ou dos lagos artificiais.

Na prática, esses 440,23 hectômetros cúbicos acumulados na manhã deste sábado nas cinco represas juntas equivalem a 440,230.000.000 – quatrocentos e quarenta bilhões, duzentos e trinta milhões de litros cúbicos de água armazenadas.

Em porcentagem de água reservada, esses 78,6% de água acumulada no geral, no entanto, não são uniformes, pois cada represa fecha novembro com um nível de água acumulada, distribuídas da seguinte maneira:

 

Represa de Paraitinga: 77,45%

Represa da Ponte Nova: 91,73%

Represa de Biritiba: 32,70%

Represa do Rio Jundiaí: 60,84%

Represa de Taiaçupeba:  63,01%

Total médio de ocupação de água mas 5 represas:78,6%

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Saiba onde ficam as cinco represas do Sistema Alto Tietê (Spat)

O Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) é composto por cinco reservatórios: Ponte Nova e Paraitinga (amba sem Salesópolis), Biritiba (em Biritiba Mirim), Jundiaí (em Mogi das Cruzes) e Taiaçupeba (em Mogi das Cruzes e Suzano)conforme o mapa acima).
Essas represas são interligadas por cerca de 28 quilômetros de túneis e canais e contam com uma estação elevatória com capacidade para impulsionar 33 mil litros por segundo de água em um desnível geográfico de cerca de 120 metros.
O tratamento é feito na estação do Guajaú, a maior instalação de tratamento da Grande São Paulo.
Faça um passeio pela represa de Taiaçupeba, uma das cinco da regão