Mais de 5,5 milhões já assistiram na web ao filme “1964 – O Brasil entre armas e livros”

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Após ser proibido na rede Cinemark, o filme ‘1964 O Brasil entre armas e livros” foi disponibilizado pelos seus produtores na internet (veja link abaixo), e em pouco mais de dez dias já foi assistido por 5.536.636  de pessoas, marca das 21h deste domingo (21/04) no Canal que o Brasil Paralelo mantém no Youtube – isso fora os compartilhamentos pelas redes sociais.

“Durante todo lançamento sofremos com as graves acusações da mídia e dos movimentos que buscaram a todo custo censurar a obra, justo eles que dizem aos quatro centos que “defendem a liberdade de expressão”, dizem os responsáveis pelo Brasil Paralelo, que fez o documentário.

A produção, que foi divulgada em alguns cartazes com os dizeres “Comemoração a 1964”, faz um retrato sobre o golpe e conta com declarações de William Waack e Alexandre Borges. A direção é assinada por Lucas Ferrugem, Henrique Viana e Felipe Valerim, fundadores do Brasil Paralelo.

Procurando oferecer uma outra perspectiva a respeito da ditadura militar instaurada no Brasil entre 1964 e 1985, o documentário reúne sociólogos, historiadores e jornalistas para debaterem o passado e a sua influência no futuro. Analisando uma coletânea de documentos retirados do serviço de inteligência da extinta Tchecoslováquia, o filme revela verdades, até então, escondidas.

De acordo com os produtores – que são independentes, não aceitam dinheiro público e muito menos dependem de incentivos, como a Lei Rouanet, “a resposta do público, que iniciou boicote à rede Cinemark pelas redes sociais e se apressou em baixar ou assistir ao documentário”. Para eles, essas pessoas são as verdadeiras responsáveis pela qualidade da produção e pela disseminação deste conhecimento.

A iniciativa é 100% privada. “Nosso conteúdo é produzido graças aos Membros Assinantes, pessoas que financiam o projeto por meio da compra de assinatura.

Os produtores deixam claro que o documentário não é pró-regime militar no Brasil, e sim uma historia das relações econômicas e políticas mundiais e que também afetaram o Brasil.

#BoicoteCinemark

Após a emissão de um comunicado do Cinemark, que alegou não saber o teor do filme – por isso cancelou suas exibições, por meio das redes sociais os usuários passaram a comentar a ação utilizando a tag #BoicoteCinemark. As pessoas questionaram sobre o fato de a rede ter exibido, no passado, a produção Lula – O Filho do Brasil e de agora ter se negado a receber as sessões de 1964, o Brasil entre Armas e Livros. O termo ficou entre os Trending Topics do Twitter, na tarde desde a segunda-feira, e segue assim até esta quarta (03/04).

“A Rede só se envolve com temas políticos-partidários de cunho socialista, produções com o objetivo de mostrar a verdade dos fatos não lhe interessam. Antes de ir ao cinema, pense se vale a pena gastar seu dinheiro nessa rede de cinemas”, disse um usuário. Outros levaram o boicote em tom de brincadeira, dizendo que a rede deveria mudar seu  logo para CineMarx, em referência ao sociólogo Karl Marx.

Clique e assista “1964 O Brasil entre armas e livros” 

 

O site do Brasil Paralelo é o  www.brasilparalelo.com.br/