Mais de 300 obras são habilitadas para o 7º Salão de Artes Plásticas de Mogi das Cruzes de 2.020

Mostra tem abrangência nacional e atraiu inscrições de um total de 12 estados brasileiros

 

DE MOGI DAS CRUZES – Foi publicado nesta quinta-feira (20/08) no site da Secretaria de Cultura e Turismo de Mogi das Cruzes o resultado da primeira etapa de seleção do edital 011/2020, do 7º Salão de Artes Plásticas da cidade. Esta primeira fase se refere à habilitação dos inscritos, após análise documental. Ao todo, foram habilitados 134 artistas e 311 obras, sendo 55 da modalidade acadêmica e 256 da modalidade contemporânea.

A mostra tem abrangência nacional e atraiu inscrições de um total de 12 estados brasileiros. Além de São Paulo, inscreveram-se nela artistas e obras do Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Pernambuco, Bahia, Goiás, Piauí, Paraíba e Alagoas. Especificamente de Mogi das Cruzes, foram 46 artistas inscritos e habilitados, com 100 obras no total, sendo 37 da modalidade acadêmica e 63 da modalidade contemporânea.

As obras habilitadas agora passarão pelas etapas de pré-seleção e classificação, que serão feitas por renomados profissionais das artes plásticas e segmentos culturais, por meio de uma comissão julgadora. A previsão é que o processo como um todo se encerre em outubro, porém as datas estão sujeitas a alteração. Devem entrar em exposição até 28 obras, sendo 14 em cada modalidade.

Haverá premiação em dinheiro para quem ficar nas cinco primeiras colocações: R$1.200,00 para o primeiro colocado, R$ 1.100,00 para o segundo, R$ 1.000,00 para o terceiro, R$ 900,00 para o quarto e R$ 800,00 para o quinto colocado. Também serão entregues dois diplomas e medalhas de menção honrosa, mais certificado de participação para todos os selecionados.

A previsão é que a abertura e premiação do 7º Salão de Artes de Mogi das Cruzes ocorram no dia 7 de novembro deste ano. Vale lembrar que o formato do evento será definido em direta conformidade com as orientações das autoridades que acompanham e regram os desdobramentos referentes à frente de combate à pandemia causada pelo novo Coronavírus.

O 7º salão de Artes Plásticas de Mogi das Cruzes tem por objetivo fomentar, promover e difundir a produção artística, estimular a reflexão e o intercâmbio de ideias no campo das artes visuais, contribuindo para a formação de público e construção da história da arte no país.

O evento obedece ao Decreto nº 19.013/2020 (Calendário de atividades e Eventos da Secretaria de Cultura e Turismo) com observância na Lei Municipal nº 7.536, de 12 de dezembro de 2019 (Plano Municipal de Cultura) e Lei Federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993.

A edição deste ano vai prestar homenagem ao artista plástico falecido no ano de 1992, Sussumu Aramaki. Assim como em anos anteriores, a escolha do patrono se deu por meio de pesquisa online, que permaneceu aberta entre os dias 30 de abril e 30 de junho deste ano.

Sobre o patrono

Sussumu nasceu no dia 1º de maio de 1917 no Japão, na cidade de Yahata e chegou ao Brasil aos 16 anos, ao lado de seus familiares, pai, mãe e três irmãos. Todos foram trabalhar na lavoura, com a plantação de café e passaram por cidades como Cravinhos, São Pedro, Quintana e Pompéia, até que em 1967 chegaram à Mogi das Cruzes.

Em Mogi, Sussumu passa a ser comerciante e inicia a prática de pintar telas em locais públicos, com especial apreço por retratar a cidade e a natureza. Autodidata, pintava o que via em locais abertos e de acesso ao público, como praças e ruas.

Interessado e participativo, fez parte do CEF – Centro de Estudos Folclóricos, ao lado dos amigos e alunos que conquistou na cidade, como Olga Nóbrega, Heraldo Moraes, João Castilho Neto, entre outros. Com eles, começou a participar de salões e exposições, apresentando seu trabalho ao público ávido por arte. Também foi membro da Academia de Belas Artes de São Paulo.

Para aprimorar os conhecimentos da língua e cultura brasileira, cursou Mobral e também fez supletivo.

Aos 72 anos, aprendia e praticava a pintura clássica, quando conheceu o pintor Barros – O Mulato, de quem se orgulhava pelos traços apresentados em sua arte.

O mestre Sussumu, que para muitos proporcionou conhecimento artístico costumava dizer que, quando criança, já pintava paredes, cultivando sonho artístico de ser pintor. Também sonhava em praticar porcelana, escultura e levar essa experiência de volta ao Japão.

Foi casado com Masako e teve sete filhos: Tsunehissa, Momoyo, Keiko, Luiza, Teresa, Helena e Alice. Faleceu no dia 20 de julho de 1992.

(Informações extraídas da obra O ABC do Pintor Sussumu Aramaki, de Nyssia Freitas Meira – 2008 e fornecidas por familiares do artista).