Junho fecha 41,9% mais chuvoso do que o esperado nas cinco represas do Sistema Alto Tietê, Spat, na região de Mogi das Cruzes

Chuva dos últimos dias salvou o mês de junho, após março, abril e maio terem sido muito secos

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Choveu mais que o esperado sobre as cinco represas do Sistema Produtor Alto Tietê, o Spat, neste mês de junho. A pluviometria dos últimos dias salvou a lavoura. Choveu 79,6 milímetros nos reservatórios, contra  56,1 milímetros que eram esperados. Os dados são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Na prática, junho teve 41,9% mais chuva que a média histórica aguardada pela Sabesp.

O Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) é composto pelos reservatórios de Ponte Nova e Paraitinga (amba em Salesópolis), Biritiba (em Biritiba Mirim), Jundiaí (em Mogi das Cruzes) – na foto acima – e Taiaçupeba (entre Mogi das Cruzes e Suzano).

As cinco represas  do Alto Tietê fecharam o mês com 73,8% da capacidade total dos reservatórios. Em volume de água armazenada, as cinco juntas fecharam junho de 2020 com 413,44 hectômetros cúbicos – o que significa que há nesses reservatórios 413.440.000.000 (413 bilhões e 440 milhões de litros) de água acumulada.

 

Região Metropolitana tem sete sistemas

O Spat – Sistema Produtor do Alto Tietê é apenas um entre os sete sistemas de represas que armazenam e abastecem de água a Região Metropolitana de São Paulo – composta pela Capital e outros 38 municípios (Arujá, Barueri, Biritiba Mirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guararema,Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Juquitiba, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel, Santana do Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista).

Os sete sistemas são: Cantareira, Alto Tietê, Guarapiranga, Cotia, Rio Grande, Rio Claro e São Lourenço.

Entre os sete sistemas, o que tem menos água armazenada é o Cantareira, que fechou junho com 56,3% da sua capacidade. O que tem mais é o São Lourenço, com 97,0%.

Em junho, o segundo sistema em água armazenada, em relação à capacidade total, é o Cotia, com 90,7%, seguido pelo Sistema Rio Grande que fechou o mês com 78,2%, em quarto o Sistema Rio Claro, com 74,5, em quinto o Alto Tietê, com 73,8 %, seguido pelo Guarapiranga, com 61,9%.

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Veja o volume de água em cada um dos reservatórios do Spat no dia 30 de junho

Embora o saldo total de água acumulada nas cinco represas do Alto Tietê juntas tenha fechado maio com 73,8% – de um total de 100%, o volume armazenado em cada uma delas não tem o mesmo nível de água.

Por exemplo, o reservatório da Ponte Nova é o mais cheio, faltando menos de 7% para sua capacidade total, enquanto que o de Biritiba segue o mais vazio entre os cinco, pouco acima dos 30%.

Um reservatório que ficou com pouca água, também, é o do Rio Jundiaí, que costuma dar problemas de vazão e transbordamento que afeta bairros do Oropó, em Mogi das Cruzes.

Vale lembrar que todos eles são interligados, e as águas são transportadas, por dutos, entre eles, até a Represa de Taiaçupeba (veja arte mais abaixo).

Veja então como ficou a situação em cada uma dos cinco reservatórios do Sistema Produtor Alto Tietê neste 30, último dia de junho de 2020:

Represa de Paraitinga: 73,76%       

Represa da Ponte Nova: 93,22%      

Represa de Biritiba:  31,96%           

Represa do Rio Jundiaí: 33,50%     

Represa de Taiaçupeba:  50,79%     

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Saiba onde ficam as cinco represas do Sistema Alto Tietê (Spat)

O Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) é composto por cinco reservatórios: Ponte Nova e Paraitinga (amba sem Salesópolis), Biritiba (em Biritiba Mirim), Jundiaí (em Mogi das Cruzes) e Taiaçupeba (em Mogi das Cruzes e Suzano)conforme o mapa acima).
Essas represas são interligadas por cerca de 28 quilômetros de túneis e canais e contam com uma estação elevatória com capacidade para impulsionar 33 mil litros por segundo de água em um desnível geográfico de cerca de 120 metros.
O tratamento é feito na estação do Guajaú, a maior instalação de tratamento da Grande São Paulo.
 

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