Guararema: após confronto e 11 mortos, polícia prende 4 da quadrilha que fugiu após ataque a bancos. 2 mulheres também foram presas

PM segue nas buscas por mais integrantes da quadrilha que atacou dois bancos. Ainda há entre 8 e 10 do bando que conseguiram fugir

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Foi preso na manhã desta sexta-feira (05/05), por uma equipe do 1º Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar, o quarto assaltante, membro da quadrilha que fez ataques a duas agências bancárias de Guararema – uma das dez cidades do Alto Tietê, na madrugada de quinta-feira (04/04), e que terminou com 11 mortos após confronto com equipes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA) e do Comando e Operações Especiais (COE). da PM paulista.

O suspeito preso nesta sexta em uma chácara, disse que não tem nada a ver com a quadrilha, que é de Ubatuba, no Litoral Norte, e estaria caçando na região de Guararema. Mas essa versão ainda não convenceu a polícia, isso porque não foi localizado nenhum carro na região que fosse dele. O suspeito foi encaminhado á sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), na Capital paulista, responsável pelas investigações.

 

Além desse suposto integrante do bando, a polícia confirmou também a prisão de duas mulheres suspeitas de envolvimento com a quadrilha.

De acordo com a polícia, elas são Camila da Rocha Damasceno e Bianca Monique Silva de Morais, respectivamente irmã e a namorada de Douglas Rocha Damasceno, de 27 anos, preso nesta sexta-feira escondido em um condomínio da cidade. (fotos abaixo).  

As suspeitas estavam em um carro e foram abordadas na Estrada Municipal Hércules Campagnoli, depois que policiais desconfiaram das suas atitudes. Elas estariam tentando resgatar Douglas e foram flagradas num carro de passeio branco (foto abaixo). As duas foram detidas e também levadas para a unidade da Capital.

 

Nesse veículo a policia prendeu duas mulheres que seriam encarregadas de resgatar foragidos da quadrilha, que se embrenharam na mata – Foto: Polícia Militar – Divulgação

 

Em entrevista coletiva, o coronel Álvaro Camilo, secretário-executivo da Polícia Militar de São Paulo, afirmou na quinta-feira (04/04) que a quadrilha era formada por entre 20 a 25 pessoas. Onze deles morreram e, até este momento, considerando as prisões feitas na manhã desta sexta, seis deles foram presos – quatro com participação direta no assalto, segundo a polícia.

A tentativa de assalto, de acordo com o coronel, ocorreu por volta das 3h da manhã da quinta-feira. O setor de inteligência da polícia já havia identificado que uma quadrilha poderia agir na região e, por determinação do secretário de Segurança, o policiamento na área estava reforçado, embora a polícia não soubesse ao certo em que cidade a quadrilha iria agir.

Às 3h da manhã, quando ocorreu a explosão de duas agências bancárias na cidade de Guararema, a força policial foi mobilizada para atender a ocorrência. Segundo o secretário-executivo, ao chegar ao local, a primeira viatura policial foi recebida a tiros, dando sequência ao confronto. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, houve perseguição e troca de tiros em cinco pontos da cidade. Um dos criminosos chegou a fazer uma família refém em um condomínio de Guararema.

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Sorocaba, no interior de São Paulo, já estava monitorando há pelo menos nove meses a quadrilha e sabia que teria uma ação criminosa na região, no entanto, não tinha informações de quando e como seria.

Por isso, a pedido do MP-SP, policiais militares da Rota e do COE praticamente cercaram Guararema com o objetivo de prevenir possíveis ataques. Após escutarem as explosões nas agências bancárias, que duraram cerca de 10 minutos, e de receberem pelo rádio um alerta da Polícia Militar da região, todos foram para o local e começaram os confrontos.

Toda a ação contou com a participação do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA) e do Comando e Operações Especiais (COE).

A polícia suspeita de que entre oito a dez integrantes da quadrilha ainda estejam escondidos em matas nas proximidades de Guararema.

 

 

Veja imagens do sistema de monitoramento por câmeras de Guararema, o CSI – Centro de Segurança Integrada, que mostra a chegada dos criminosos às agências bancárias

 

 

Leia,na reportagem abaixo, toda a trama e como as autoridades já suspeitavam que uma quadrilha agiria por lá.

RELEMBRE A REPORTAGEM INICIAL DO ATAQUE DA QUADRILHA EM GUARAREMA