Gripe: vacinação de professores -e adultos de 55 a 59 anos- começou

Nesta última fase, até 5 de junho, a imunização será liberada a adultos de 55 a 59 anos, que pela primeira vez entram nos grupos prioritários

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Começa nesta segunda-feira (18/05) a última fase da campanha nacional de vacinação contra a gripe, com uma nova faixa: pela primeira vez, a vacina  será liberada para adultos de 55 a 59 anos de idade. A nova fase também privilegia professores das escolas públicas e privadas.

A etapa que começa nesta segunda-feira (18/05) integra a terceira fase da campanha nacional de vacinação, e vai até 5 de junho. Na primeira etapa, de 11 a 17 de maio com foco nas pessoas com deficiência; crianças de seis meses a menores de seis anos; gestantes; e mães no pós-parto (até 45 dias). Nas duas etapas, a expectativa é vacinar 36,1 milhões de pessoas.

Em Mogi, a vacina contra a gripe está disponível em todos os postos de saúde e unidades da Estratégia Saúde da Família de segunda a sexta-feira, das 8 às 16h30. Informações pelo SIS 160.

Em outros municípios do País, é importante que o morador verifique os locais de vacinação e os horários de funcionamento.

 

Importância da vacina

A vacina protege contra os vírus Influenza A (H1N1), A (H3N2) e Influenza B. Embora a vacina contra a gripe não proteja contra o novo Coronavírus, estudos mostram que a dose é importante para indivíduos mais suscetíveis às doenças respiratórias, prevenindo possíveis complicações.

A vacinação também ajuda a diferenciar a gripe da Covid-19, ou seja, se a pessoa recebeu a dose de combate à gripe e, mesmo assim, apresentar sintomas como tosse e falta de ar, provavelmente não é o vírus influenza, o que pode ajudar o médico na solicitação de um exame para verificar a presença do novo coronavírus.

 

Números em Mogi

Em Mogi das Cruzes, até o dia 14 de maio, a Secretaria Municipal de Saúde informou que 80.243 pessoas haviam sido vacinadas contra a gripe. Desse total de vacinados, foram 51.550 idosos, batendo recorde de cobertura com a imunização de 126% do público-alvo inicialmente estimado; 12.892 pessoas com doenças crônicas ou comorbidades; 11.593 trabalhadores da saúde; 1.329 crianças; 1.143 profissionais de segurança e salvamento; 1.105 caminhoneiros e motoristas de transporte público; 390 gestantes; 175 pessoas com deficiência e 66 puérperas. Em média, a cobertura total está em torno de 60%.

 

Casos de Influenza no Brasil

O Ministério da Saúde mantém a vigilância da influenza no Brasil por meio da vigilância sentinela de Síndrome Gripal (SG) e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes hospitalizados. São 200 unidades distribuídas em todas as regiões geográficas do País e tem como objetivo principal identificar os vírus respiratórios circulantes, permitir o monitoramento da demanda de atendimento dos casos hospitalizados e óbitos.

Em 2020, até o dia 5 de maio, foram registrados 2.137 casos de SRAG hospitalizados por influenza (gripe) em todo o país, com 180 mortes. Do total de casos que já tiveram a subtipagem identificada, 517 foram casos de influenza A (H1N1), com 75 óbitos; 53 casos e 10 óbitos por influenza A (H3N2), 326 de influenza A não subtipado, com 47 mortes; e 440 casos e 48 óbitos por influenza B.