Gripe: vacina disponível a todas as pessoas, nos postos de saúde, enquanto durarem estoques. Mogi atingiu 78,44%

Em todo o País, a vacina contra gripe está disponível para todas os interessados, enquanto durarem os estoques, nas unidades de saúde

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – A partir desta segunda-feira (03/06), as doses de vacina contra a gripe que restarem nos municípios brasileiros vão ficar disponíveis para qualquer pessoa que deseje tomar, enquanto houver estoque. Ou seja, quem não faz parte do público-prioritário da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza também pode procurar a unidade de saúde mais próxima para se vacinar.

Essa é a recomendação do Ministério da Saúde já enviada aos estados e municípios. A medida evitará desperdício de doses nas localidades que não alcançarem a meta de imunização no público-alvo, que continua sendo prioritário.

Em Mogi das Cruzes, a vacina estará disponível nos Postos de Saúde e unidades do Programa Saúde da Família, de segunda a sexta-feira, das 8 às 16h30, até os estoques terminarem. Em Suzano, as doses poderão ser encontradas nas 22 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e de Saúde da Família (USFs).

Na cidade, a procura tem sido muito grande e, por esse motivo, a Secretaria Municipal de Saúde mogiana organizou a distribuição de senhas diárias conforme a capacidade de cada unidade. “A organização é necessária para que as unidades possam continuar realizando os demais atendimentos de rotina”, explica a chefe da Vigilância Epidemiológica, Lilian Peres Mendes.

A vacinação vai ser feita até o estoque de cada cidade acabar. “Iniciamos o atendimento ao público interessado com cerca de 10 mil doses, distribuídas nesta segunda e terça-feira para as 36 unidades de Saúde do município”, completou Lilian. A Secretaria Municipal de Saúde solicitou ao Governo do Estado novos estoques da vacina contra a gripe para ampliar o atendimento na cidade.

A vacina aplicada este ano

A vacina disponível previne contra o vírus Influenza dos tipos A (H1N1), A (H3N2) e B, que possuem transmissão por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar.

A vacina produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem a vacina e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09; A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87). A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença.

 

Casos de gripe em 2019

Neste ano, até 11 de maio, foram registrados 807 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o país, com 144 mortes. Até o momento, o subtipo predominante no país é o vírus influenza A (H1N1) pdm09, com registro de 407 casos e 86 óbitos.

Até o momento, nove casos foram registrados nas dez cidades do Alto Tietê este ano, sem nenhum registro de óbito.

Balanço aponta que Mogi das Cruzes atingiu 78,44% de cobertura

Até o último dia 31 de maio, Mogi das Cruzes vacinou 92.597 pessoas dentro dos grupos prioritários, o que equivale a 78,44% de cobertura, em média. Apenas idosos, puérperas e professores conseguiram atingir a meta mínima de 90% preconizada pelo Ministério da Saúde, totalizando 94,35%, 91,56% e 98,20% de cobertura, respectivamente.

Apesar da liberação das doses restantes, as unidades de saúde estão reservando até o dia 3 de julho vacina suficiente para a aplicação da segunda dose necessária para crianças que tomaram a vacina contra a gripe pela primeira vez. Neste caso, o reforço deve ser aplicado 30 dias após a primeira.

Balanço parcial em Suzano

Atualmente, 54.195 pessoas no município foram imunizadas em Suzano, o que equivale a 76,26% da meta estabelecida pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo Ministério da Saúde. O grupo com maior adesão é o dos idosos, com 21.544 doses (92,4%), enquanto que crianças de até 5 anos (65,18%), gestantes (60,71%), mulheres que deram à luz recentemente (66,18%), pessoas com mais de uma condição de saúde (66,84%), professores (77,97%) e trabalhadores da saúde (52,97%) ainda não chegaram ao índice esperado de cobertura.

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