Golpe do emprego em Suzano: estelionatário preso pela PM em SP

Responsável pela falsa oferta de emprego foi preso pela PM em Santo Amaro, bairro de São Paulo

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Uma reportagem publicada pelo CORREIO INDEPENDENTE no início de janeiro deste ano, sobre vagas na construção civil em Portugal e nos Estados Unidos, chamou a atenção de muita gente. O material foi enviado às redações da imprensa local pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Suzano, pois o apelo era atrativo: 600 vagas em dez funções, como pedreiro, soldador e carpinteiro, ente outros, para trabalhar em Portugal e na construção de um shopping em Miami, nos Estados Unidos. O ajudante receberia R$ 6 mil e os pagamentos poderiam chegar até R$ 30 mil mensais.

O recebimento dos candidatos e currículos foi feito pelo projeto ‘Suzano Mais Emprego’, a partir do último dia 7 de janeiro. Mas depois descobriu-se que tudo não passava de um golpe e que era aplicado em diversas outras localidades, principalmente em estados do Nordeste brasileiro.

Nesta segunda-feira (04/02), policiais militares do 1º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (1º BPM/M), receberam informações via COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar), que a quadrilha também aplicou o golpe em desempregados da zona sul da Capital paulista.

As falsas vagas eram oferecidas pela empresa Midas Incorporadora em redes sociais. Uma das vítimas chamou a PM. A empresa de fachada fica localizada em Santo Amaro, zona sul da Capital. Lá ofereciam as vagas no exterior, mediante o pagamento de uma taxa no valor de R$ 180,00, a pretexto da realização de exames psicotécnicos.

De acordo com a Polícia Militar, no local havia cerca de 140 pessoas a espera de realizar os pagamentos para participação no processo. Dentro do prédio mais 90 pessoas já estariam realizando o suposto exame. O responsável pelo ação foi identificado como Willams da Silva Hardman, que após consulta através do BNMP/CNJ foi verificado que ele já seria alvo de mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, também pelo crime de estelionato.

A PM conduziu outras sete pessoas para averiguação. Todo seriam funcionários da empresa de fachada. O valor de R$ 15.701,00 em dinheiro também foi apreendido pelos policiais militares, além de diversos documentos e fichas de avaliação psicológica. A vítima que chamou a PM contou que havia sido recrutado em Suzano, que pagou a taxa cobrada pela empresa, que havia prometido a ele que após os testes o valor seria reembolsado.

Dois foram detidos. Um deles é Willian da Silva Hardman, que de acordo com a Polícia Civil ele nega o golpe, mas ficou preso pelo fato de já ter contra ele um mandado de prisão. O outro foi liberado. William, segundo o delegado de polícia do 11º Distrito Policial da Capital, em Santo Amaro, disse que as vagas existem e negou o estelionato.