Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, passará por obras de revitalização

 

DE SÃO PAULO – O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria Estadual da Educação e em parceria com a iniciativa privada, anunciou nesta quarta-feira (23/10) a revitalização e reforma da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano – cidade no Alto Tietê – região que ocupa a porção leste da Grande São Paulo.

Em 13 de março último, a escola foi vítima de um ataque desferido por dois jovens, que deixou dez mortos. Clique e relembre

O projeto, que inclui a construção de novas áreas comuns, de estudo, de convivência e administrativas, terá início em 28 de outubro, com custo aproximado de R$ 2,7 milhões a ser patrocinado por empresas parceiras, por meio do Instituto Ecofuturo. Não haverá custo para o Estado.

A revitalização contempla a demolição e reconstrução de novas salas de aula, do Centro de Ensino de Línguas (CEL), banheiros e cantinas, além da reforma das salas de leitura e informática. Será criada também uma área de 1,5 mil metros quadrados para uso comum, com ambientes de estar e descanso, que contará com paisagismo, além de um espaço destinado à prática de esportes, aulas ao ar livre e bicicletário.

No prédio principal da escola serão criados também um Espaço de Inovação, laboratório maker equipado com 24 notebooks, smart TV e impressora 3D. O acesso também será alterado – será por outra rua, e não mais pela Otávio Miguel da Silva. Para finalizar, o muralista Eduardo Kobra vai fazer uma pintura em uma parede da escola e fará também a curadoria para os alunos que pintarão o muro externo da unidade.

As reformas fazem parte da missão da Secretaria de mudar a relação dos jovens com a escola, seu espaço e seu entorno. “Nosso maior desafio é ouvir os jovens. Por isso promovemos ações de escuta, realizamos um trabalho em conjunto com professores, pais e toda a comunidade para priorizar o que é melhor para eles nesse processo”, explica a chefe de gabinete Renilda Perez.

O projeto será viabilizado a partir do apoio financeiro de um grupo de empresas que se uniram para possibilitar aos alunos da Raul Brasil uma nova relação com o espaço da escola e seu entorno. As empresas que até agora apoiam a readequação do local são: International Paper do Brasil, John Deere, Komatsu do Brasil, MRV Engenharia, Nadir Figueiredo, Paradise Golf Resort de Mogi, PCN Suzano, Qualical, Sanofi e Suzano S.A..

Os outros parceiros para a conceituação dos espaços, com a chancela do padrão técnico da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), são: Athié Wohnrath, Roberto Riscala Paisagismo e Meg Valau Arquitetura.

Alunos ficarão alocados em universidade

As obras começam no dia 28 de outubro e a previsão é de que sejam concluídas em março de 2020. Neste período, cerca de 2,3 mil alunos, sendo mil matriculados no 6º ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio e 1,3 mil do CEL, serão alocados na Faculdade Piaget, que fica aproximadamente a um quilômetro da Raul Brasil.

“Haverá transporte para os alunos elegíveis, conforme os normativos, e um transporte também auxiliar para os alunos que desejarem ir da Raul Brasil mesmo até o local. Então a gente vai dar suporte em vários aspectos. Lembrando que a Raul Brasil recebe alunos de vários lugares, então nós teremos várias condições, mas haverá o suporte para transporte”, explica o Secretário da Educação, Rossieli Soares.

Estes estudantes vão encerrar o ano letivo de 2019 em dezembro e iniciar o próximo, em fevereiro, no prédio da Piaget. O retorno ao prédio da Raul Brasil se dará em março de 2020.

Merenda e segurança

Os horários de entrada e saída, bem como toda a rotina pedagógica da escola ficam mantidas neste período. A merenda escolar, que já era oferecida por meio de convênio com a Prefeitura de Suzano, será preparada em uma escola da rede municipal e encaminhada ao prédio da Faculdade Piaget. A alimentação será servida em balcões térmicos seguindo o padrão de toda a rede estadual.

Também haverá segurança na Piaget para zelar pelos estudantes da rede, e na Raul Brasil, mesmo no período de obras, para cuidar do patrimônio. Além disso, ambos os pontos contam, ainda, com o Gabinete Integrado do Sistema de Proteção de Proteção Escolar (GISPEC), que mantém dois policiais militares alocados na sede da Secretaria da Educação, na Praça da República, em São Paulo, que contribuem para o planejamento das estratégias de segurança em toda a rede.