Em Mogi das Cruzes e região, inverno deve ser ameno, mas com duas grandes frentes frias em julho, avalia a meteorologia

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Iniciado às 12h54 do último dia 21 de junho – e que só termina às 4h50 de 23 de setembro, o Inverno de 2019 em Mogi das Cruzes e demais cidades do Alto Tietê – região que ocupa a porção leste da Grande São Paulo – deverá ser ameno. É o que afirma a meteorologista Josélia Perogim, da Climatemp. Segundo ela, a estação mais fria do ano está sob o efeito do fenômeno El Niño, que vem influenciando o clima no Brasil desde o verão de 2019 e sua influência ainda será sentida nos meses de inverno.

De acordo com a meteorologista, um dos efeitos do El Niño – que é o aquecimento acima do normal da porção central e leste do oceano Pacífico Equatorial, na altura da costa do Peru – é dificultar a entrada do ar frio de origem polar sobre o interior do Brasil.

“Durante o inverno de 2019, quase todas as ondas de frio vão ser desviadas para o Oceano Atlântico. Com poucas incursões de ar frio pelo interior do país, o inverno de 2019 terá poucos dias com frio intenso e deve terminar com temperaturas acima da média. O que vai predominar é a sensação de outono, com tardes relativamente quentes e noites amenas, eventualmente frias no Sul, no Sudeste e em parte do Centro-Oeste”, diz Josélia.

Segundo ela, esse “calor”, com dias mais quentes, ou menos frios do que normalmente se teria na estação, deve ser sentido na maior parte do inverno nos estados do Sul e do Sudeste e também no estado de Mato Grosso do Sul que, durante a estação, pode sentir fortes resfriamentos provocados pela passagem do ar polar.

 

Frio de um mês só

De todos os meses do inverno, julho será o mês com maior chance de termos sequências de 4 a 7 dias realmente frios no centro-sul do Brasil.

“Durante o mês de julho devem passar duas grandes frentes frias sobre o Brasil, com massas de ar frio fortes e que devem conseguir avançar pelo interior do país, provocando friagem que vai atingir até os estados de Rondônia e do Acre e causando algum resfriamento até no Distrito Federal e em áreas da Bahia.

 

Geadas

É justamente o frio de julho que tem potencial para provocar geada nos três estados da Região Sul – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e até algum risco para áreas de Mato Grosso do Sul, de São Paulo e para o Sul de Minas Gerais.

“Mesmo assim, o risco de geada forte é considerado apenas para áreas dos três estados do Sul. Os eventos que ocorrerem nas outras áreas do Paraná, em São Paulo, em Mato Grosso do Sul ou no Sul de Minas não devem oferecer risco para a agricultura”, enfatiza Josélia Pegorim.

 

Temperatura em agosto e em setembro

Já os meses de agosto e setembro devem ser com pouco frio ou quase sem resfriamento intenso. A previsão é de que os dois meses transcorram com dias com tardes relativamente quentes e frio ameno à noite no centro-sul do país.