Cultura de Mogi propõe soluções virtuais para artistas lucrarem em datas comemorativas

Em encontro online, secretaria incentiva artistas a desenvolverem ações para datas comemorativas

 

DE MOGI DAS CRUZES – A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo realizou nesta quinta-feira (07/05) mais uma ação de apoio à classe artística da cidade, que sofre os impactos da quarentena decretada em função da pandemia da Covid-19. A partir de um encontro online, realizado pela ferramenta Zoom, foram debatidas iniciativas que podem ser adotadas na esteira do Projeto Vetrina, para duas datas com grande potencial de consumo que se aproximam, que são o Dia das Mães e o Dia dos Namorados.

A Vetrina é uma solução que nasceu do empreendedor e desenvolvedor Rodrigo Morales, membro do Polo Digital de Mogi das Cruzes, a partir de uma demanda do Comitê de Ação Social e Econômica de Mogi das Cruzes, visando otimizar a venda de produtos e serviços via Whatsapp. Todo tipo de prestador de serviço pode fazer uso da ferramenta, que serve como uma espécie de vitrine digital e é facilmente acessada pelo endereço https://vetrina.digital.

O secretário municipal de Cultura e Turismo, Mateus Sartori, explica que o teor da reunião virtual foi aventar ideias e propor soluções, de modo que eles continuem ativos e comercializando seus produtos, em especial nessas datas comemorativas, que normalmente geram bons resultados para os profissionais da arte. Ao todo, foram 14 artistas participando, de segmentos como música, artes plásticas, literatura, artesanato, gastronomia e fotografia.

“É uma situação muito nova e as pessoas que vivem da arte precisam continuar obtendo renda com o que já desenvolvem rotineiramente, porém agora de outras formas. A Vetrina é uma oportunidade disponível para todos, portanto abrimos um debate e propusemos soluções que podem ser implementadas, de modo que os profissionais da arte não deixem de colher os frutos de datas comercialmente tão relevantes”, destaca Sartori.

A profissionais da música, por exemplo, foi sugerido que eles gravem ou componham materiais exclusivos, que podem ser vendidos e depois ofertados como presentes para essas datas, entre o público que segue e admira o artista. Sartori relata que também houve casos de artistas que foram contemplados pelo Programa Municipal de Fomento à Arte e Cultura (PROFAC) na modalidade de publicações e as obras foram lançadas durante a quarentena, porém agora os autores encontram dificuldades para comercializar os produtos.

Outro caso é de artistas que já têm projetos lançados pelo Estúdio Municipal de Áudio e Música (EMAM) e, agora, poderão fazer uso dessa nova ferramenta, para dar visibilidade e estimular a venda de suas obras.

“Foi mais uma ação da Secretaria de Cultura e Turismo, com o objetivo de potencializar a vendas dos produtos culturais e fazer com que recursos cheguem nas mãos dos artistas”, finalizou o secretário.

Foto: Divulgação