Coronavírus: Condemat discute e pede verbas para atuação regional

Consórcio pleiteia recursos para compras de insumos pelos municípios e também reforça alerta em razão do Carnaval. Região não tem nenhum caso

 

DE MOGI DAS CRUZES – A Câmara Técnica de Saúde do Condemat– Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê discutiu nesta quinta-feira (06/02) medidas a serem adotadas diante da epidemia de coronavírus, que se espalha rapidamente por vários países. A região do Alto Tietê não tem nenhum caso da doença, mas o fato de abrigar – em Guarulhos – o principal aeroporto internacional do País, por onde circulam 130 mil passageiros/dia, e a proximidade do Carnaval, que atrai turistas de todos os lugares, aumenta a preocupação e reforça a necessidade de ações preventivas.

A destinação de recursos financeiros aos municípios para compra de insumos às redes públicas de atendimento, principalmente equipamentos de proteção para os profissionais da saúde, é uma das demandas urgentes da Região. O Governo Federal aprovou na quarta-feira a liberação de R$ 140 milhões para as ações do coronavírus e o Condemat vai pleitear junto ao Ministério da Saúde o repasse imediato de verbas diretas aos municípios.

“Essa é uma necessidade de todos os municípios e precisamos de agilidade no repasse porque as prefeituras estão dispondo de recursos que não estavam previstos em insumos”, ressalta a coordenadora da Câmara Técnica de Saúde, Adriana Martins, ao explicar a determinação de uso pelos profissionais de óculos, máscaras, luvas e aventais em pacientes com sintomas de doença respiratória ou em determinados procedimentos, como entubação. “Independente de ter casos ou não, há procedimentos preventivos que são padrão na rede de atendimento e que já estão sendo aplicados”, diz.

O Condemat também está atuando junto ao Estado para a definição da rede de referência hospitalar a ser acionada diante do surgimento de algum caso confirmado de coronavírus na Região e que tenha maior gravidade. A secretaria estadual de Saúde é a responsável pelos leitos hospitalares da rede pública. Além disso, todos os municípios já colocaram em prática os planos de contingência.

“Não é preciso alarde, mas precisamos ter procedimentos conscientes e preventivos. O Alto Tietê é uma região grande, tem um aeroporto internacional, e precisamos estar preparados para tomar ações rápidas diante da velocidade com que a doença está se espalhando no mundo”, frisa a coordenadora da Câmara Técnica de Saúde.

O coronavírus surgiu na China e já há pessoas contaminadas em mais de 25 países. O vírus provoca tosse, febre e falta de ar, sintomas comuns a várias outras doenças respiratórias. Nos casos moderados e leves, a conduta é para isolamento e acompanhamento do pacientes. Em casos mais graves, a indicação é por internação em leito isolado.

As equipes da rede pública dos municípios que integram o Condemat já receberam treinamentos para diferenciar e atuar nos casos suspeitos. “A suspeita vale para pacientes que apresentam um dos três sintomas característicos do coronavírus, associados a terem estado em um dos países que tem a doença ou a terem tido contado com pessoa que já foi notificada como suspeita”, esclarece Adriana Martins.