Conta de energia da EDP terá redução de 6,45% para residências e 3,53% à indústrias a partir de 23 de outubro

Quem pagava conta no valor de R$ 100,00 passará a pagar R$ 94,00. Redução vale para o Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte

 

DE SÃO PAULO – A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) homologou as novas tarifas de energia elétrica a serem aplicadas para as unidades consumidoras da área de concessão da EDP São Paulo, distribuidora que atende cerca de 5 milhões de pessoas em 28 municípios do Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte.

O novo cálculo afetará as contas referentes à energia elétrica consumida a partir do dia 23 de outubro, que terão uma redução média de 5,33%. Para os clientes residenciais a tarifa terá uma redução de 6,45%, já para os consumidores atendidos em Alta Tensão, como indústrias e grandes varejistas, a tarifa terá uma redução de 3,53 %. Um exemplo é que para uma residência atendida pela EDP que até agora pagava R$ 100 na conta de energia, com a revisão homologada, passará a pagar em torno de R$ 94.

A cada quatro anos, conforme estabelece o Contrato de Concessão firmado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), é realizado o processo de Revisão Tarifária da EDP São Paulo, oportunidade em que são avaliados os investimentos realizados pela distribuidora, a qualidade do serviço prestado, os níveis de perdas na rede, os custos com compra de energia e os encargos setoriais, dentre outros itens.

No dia 23 de julho de 2019, a ANEEL havia divulgado um índice preliminar calculando uma redução média da ordem de 2,10% porém, como o ano tarifário compreende o período de outubro/18 até setembro/19, ainda faltava incluir na composição da revisão as informações relativas aos meses de julho, agosto e setembro de 2019, bem como a análise das contribuições da sociedade no processo de audiência pública conduzido pela ANEEL. A partir da incorporação destes itens formou-se o novo valor anunciado na data de hoje.

O fornecimento de energia elétrica é essencial para as atividades do dia a dia, seja para a utilização nas residências ou nos diversos segmentos da economia, razão pela qual torna-se fundamental a revisão e aplicação das novas tarifas em intervalos regulares, de modo a garantir um serviço de qualidade e a expansão do sistema elétrico por meio de investimentos da EDP São Paulo, que trabalha incansavelmente na busca pelo aumento da eficiência.

 

Principal fator

A maior contribuição para a redução tarifária da EDP São Paulo veio dos encargos setoriais:

  • Redução de 6,01 % na parcela de encargos setoriais da tarifa. Isso foi possível graças à quitação antecipada dos empréstimos realizados pelas empresas de distribuição de todo o País em 2013 e 2014, para pagamento das usinas termoelétricas que tiveram de ser acionadas naquele período de seca severa, a custos mais elevados.

 

Você conhece a composição da tarifa de energia da EDP?

Com a Revisão Tarifária, a cada R$ 100,00 que forem pagos pelo cliente, R$ 17,27 serão destinados à EDP para a cobertura dos custos de operação, pagamentos de seus funcionários, manutenções do sistema e investimentos. Outros R$ 33,78 serão dedicados às despesas com geração de energia e R$ 9,01 para as despesas de transmissão da energia. Os encargos setoriais responderão por R$ 15,27, enquanto os impostos e tributos ficarão com R$ 24,67 do total faturado.

 

Confira a composição da tarifa:

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Investimentos

A revisão tarifária tem por objetivo promover o equilíbrio das tarifas tendo em conta a remuneração dos investimentos da EDP voltados para a prestação dos serviços de distribuição, assim como a cobertura de despesas efetivamente reconhecidas pela ANEEL.

Nos últimos quatro anos, a EDP São Paulo investiu um montante superior a R$ 1 bilhão na expansão e modernização do sistema elétrico da área de concessão, em novas tecnologias para o atendimento ao cliente, combate às perdas e infraestrutura.

Foram realizadas obras de expansão e melhoria do sistema elétrico para atender aos 28 municípios da área de concessão, em especial a construção e ampliação de subestações e recapacitação de linhas de distribuição de alta tensão. Destacam-se os empreendimentos como as Subestações de Mantiqueira (Taubaté), Vila Paiva (São José dos Campos), Parateí, (Guararema), Bela Vista (Guarulhos) e Colorado (Suzano).

Relevantes recursos foram investidos ainda para a construção e recapacitação de quilômetros de linhas de distribuição de alta, média e baixa tensão como, por exemplo, a linha de 88/138 kV Mogi-Suzano, para aumentar a confiabilidade do sistema e reduzir riscos de eventuais interrupções de energia.