Condemat protocola no Governo do Estado ofício contra contra pedágio na Rodovia Pedro Eroles, a Mogi-Dutra

Documento do Condemat tem a adesão dos prefeitos das 12 cidades consorciadas e de seis deputados estaduais e federais da região

 

DE SÃO PAULO – A direção do Condemat – Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê oficializou ao governador João Doria a posição contrária de prefeitos e deputados estaduais e federais da região à implantação de um pedágio na Rodovia Pedro Eroles (SP-088), a Mogi-Dutra. No documento protocolado nesta segunda-feira (25/11), as autoridades apontam para a inviabilidade da proposta e alertam sobre os prejuízos para todo o Alto Tietê – região que ocupa a porção leste da Grande São Paulo.

Independente desse posicionamento do Condemat, prefeitos e parlamentares, o movimento Pedágio Não, preparam para os próximos 15 dias, em dezembro, uma grande manifestação contra essa ideia do governo estadual. (leia mais abaixo).

Entregue também ao secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, e ao diretor geral da Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo), Giovanni Pengue Filho, o documento do Condemat tem o apoio dos prefeitos das 12 cidades que integram o consórcio – Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Branca, Santa Isabel e Suzano.

Também assinam o ofício do Condemat contra o pedágio na Rodovia Mogi-Dutra os deputados estaduais André do Prado, Marcos Damásio e Rodrigo Gambale e os deputados federais Katia Sastre, Marcio Alvino e Roberto de Lucena.

Prefeitos e deputados lamentam que os municípios da região não tenham sido consultados pelo Estado antes da divulgação da proposta. Afinal, segundo eles, é certo que a implantação de uma praça de pedágio na Rodovia Mogi-Dutra “inviabiliza o desenvolvimento de atividades produtivas essenciais para a economia da região”, como a agricultura e indústria, além de prejudicar os milhares de estudantes e trabalhadores que se deslocam pela via, assim como os moradores dos condomínios residenciais e bairros localizados no eixo sul.

Ao governador, as autoridades argumentam que, na atual conjuntura econômica do País, “comprometer atividades produtivas é incabível”, ainda mais diante do potencial também de inviabilizar futuros investimentos na Região, a qual tem uma das suas principais apostas justamente na localização estratégica e ramais logísticos.

Por fim, prefeitos e deputados  reiteram a importância do projeto de duplicação da Rodovia Mogi-Bertioga, assim como a melhoria do sistema viário de conexão com o Litoral. Mas pedem a exclusão imediata da proposta de pedágio no km 45 da Rodovia Mogi-Dutra.

“Vamos apoiar o que for melhor para o desenvolvimento da Região, mas é fundamental que os representantes do Alto Tietê possam discutir com o Governo do Estado as propostas para o sistema viário, pois o impacto se dá nas cidades”, argumenta o presidente do Condemat, Rodrigo Ashiuchi.

“A duplicação da Mogi-Bertioga é importante, assim como é fundamental a implantação do dispositivo de saída do Rodoanel na Rodovia SP-66 para beneficiar mais cidades. Estado e cidades, através do Condemat, precisam trabalhar juntos para as melhores soluções”, afirma o presidente do consórcio, que é o maior da Região Metropolitana de São Paulo.

Em reunião no mês passado, no Conselho Metropolitano de Desenvolvimento, o presidente do Condemat já havia manifestado, ao secretário estadual de Logística e Transportes, sua posição contrária ao pedágio na Mogi-Dutra. Vários prefeitos e deputados também repudiaram a proposta em encontros com  representantes do Estado.

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