Chuva eleva em 310% número de mortes no Estado de São Paulo entre 1º de dezembro de 2018 a 5 de abril de 2019

 

Bruno Bocchini – Agência Brasil – São Paulo –  O número de óbitos em consequência das chuvas no estado de São Paulo subiu 310% e chegou a 41 entre 1º de dezembro de 2018 a 5 de abril de 2019, época em que há maior número de precipitações que atingem o estado.

No mesmo período, de 1º de dezembro de 2017 a 5 de abril de 2018, o total de óbitos causados pelas chuvas foi de 10. Os dados são da Defesa Civil do Estado de São Paulo e levam em conta a Operação Verão,  realizada todo ano.

 

Pessoas caminham por uma rua inundada após fortes chuvas no bairro de Vila Prudente, em São Paulo.
Chuvas aumentaram em 310% total de mortes no estado de São Paulo
Foto: Arquivo/Amanda Perobelli/Reuters

 

Do total de óbitos do último período chuvoso, 7 foram causados por raios; 17 por enchente ou inundação; 10, deslizamento; 4, desabamento; e 3, outros.

Além da alta no número de mortes, houve um aumento relevante na quantidade de pessoas feridas, que saltou de 6 para 73; de desabrigadas, de 1.415 para 2.030; e de desalojadas, de 2.217 para 6.323.

Apenas a forte chuva que atingiu a região da Grande São Paulo desde a noite do dia 11 de março até o dia seguinte deixou 13 mortos. Uma criança de 9 anos morreu soterrada no Parque São Rafael, na zona leste paulistana.

Houve um afogamento na avenida do Estado, que margeia o Rio Tamanduateí, que transbordou, somando duas mortes na capital.

Deslizamentos

Em Ribeirão Pires, morreram quatro pessoas. Em Embu das Artes, uma pessoa morreu devido a um deslizamento.

Três pessoas morreram em São Caetano, duas em Santo André, uma em São Bernardo do Campo, por afogamento. Na capital paulista, de acordo com balanço da prefeitura, mais de mil famílias precisaram de atendimento emergencial.

Segundo o governo do estado, o período de dezembro de 2018 a março deste ano foi o mais chuvoso desde a época das chuvas de 2010/2011. Foram 1.059,8 milímetros acumulados no período.

“Isso influenciou diretamente nas ocorrências. A Defesa Civil Estadual acompanhou 335 ocorrências em 149 municípios e encaminhou mais de 2.029 alertas meteorológicos por meio do SMS 40199 [sistema que avisa a população por meio de mensagens de celular]”, disse, em nota, a assessoria do governador João Doria.

Segundo o governo, também foram enviadas 52 toneladas de alimentos e 40.842 itens como kits dormitório, higiene pessoal, limpeza e vestuário para 75 municípios afetados por desastres naturais.

Foram capacitados ainda, no ano passado, 2.936 agentes de defesa civil de 178 municípios em que há incidência de desastres.

 

Alto Tietê não registrou mortes por chuvas

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Embora não tenha havido registro de mortes nas cidades do Alto Tietê em relação às chuvas – na mais recente Operação Verão – praticamente todas as cidades da região tiveram ocorrências com enchentes no verão que acabou em março. Na foto mais ao alto, motorista fica sentado em cima de veículo em Ferraz de Vasconcelos, após chuvarada forte no dia 7 de abril – dois dias depois do encerramento da Operação Verão em todo o Estado de São Paulo. Abaixo, mulher é resgatada pelos bombeiros, na mesma data e na mesma cidade.

O Alto Tietê – região que ocupa a porção leste da Grande São Paulo – é composto pelas cidades, por ordem alfabética, Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano.

 

Em Mogi das Cruzes, que teve temporais durante a vigência da Operação Verão – de 1º de dezembro de 2018 a 5 de abril de 2019, este ano teve um dia, em que a temperatura atingiu os 34 graus e chuvas muito fortes. Foi em 8 de janeiro de 2019. Relembre na reportagem feita abaixo: