Campanha de Vacinação contra Paralisia Infantil e Sarampo segue até dia 31/08

Pais e responsáveis: crianças de 1 a 5 anos incompletos devem ser vacinadas, mesmo que já tenham sido imunizadas anteriormente.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes realiza neste sábado (04/08) o primeiro Dia D da Campanha de Vacinação contra Paralisia Infantil e Sarampo. Crianças de 1 a 5 anos incompletos devem ser levadas aos postos de saúde para receber as doses, mesmo que já tenham sido imunizadas anteriormente. Esse primeiro dia D também acontece nas demais cidades da região e em todas do Estado de São Paulo, ao contrário do restante do país que terá outras datas (leia mais abaixo).

O lançamento da campanha em Mogi e todos os detalhes da ação foram apresentados pelo secretário municipal de Saúde, Téo Cusatis, e pelo enfermeiro da Vigilância Epidemiológica, Hector Trevor, na última quarta-feira (01/08), durante a sessão da Câmara Municipal. “O sucesso da campanha depende da conscientização dos pais ou responsáveis, que devem levar seus filhos à unidade de saúde mais próxima e garantir a proteção necessária”, explicou o secretário.

A Campanha de Vacinação contra Paralisia Infantil e Sarampo será realizada durante todo o mês de agosto em todos os postos de saúde e unidades do Programa Saúde da Família de segunda a sexta-feira, das 8 às 16h30. Nos dias 4 e 18 de agosto (sábados) serão realizados os “Dia D” de mobilização, quando os 35 postos de vacinação da cidade estarão abertos ofertando as doses. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 22 mil crianças devem ser vacinadas em Mogi das Cruzes.

Em todo o território nacional, o Ministério da Saúde tem três objetivos: vacinar quem nunca tomou a vacina; completar todo o esquema de vacinação de quem não tomou todas as doses; daar uma dose de reforço para quem já se vacinou completamente, ou seja, tomou todas as doses necessárias à proteção.

Neste ano, a campanha é ainda mais importante dada à volta da circulação do sarampo no território brasileiro e a ameaça da paralisia infantil. Além das crianças, os adultos (nascidos a partir de 1958) que ainda não tomaram também devem ser imunizados contra o sarampo e, para isso, a vacina está disponível de segunda a sexta-feira.

Influenza: ainda restam 10 mil doses

Durante a sessão, foram apresentadas informações sobre as outras campanhas de vacinação realizadas neste ano – Febre Amarela e Influenza – com índices de cobertura e andamento de imuninizações.

O secretário anunciou que, a partir da próxima segunda-feira (06/08), as doses de vacina contra a Influenza ainda disponíveis estarão liberadas para toda a população, independente de grupos prioritários. “Restam cerca de 10 mil doses em estoques e a procura pelo público-alvo continua em baixa. Por isso tomamos a iniciativa de liberar a vacina para quem quiser, afinal, não podemos perdâ-las”, explicou Cusatis.

Ele explicou que, inicialmente, a vacina contra Influenza será disponibilizada em todas as unidades de saúde mas, caso a procura seja muito grande, dificultando a campanha em andamento e/ou as aplicações de rotina, uma nova estratégica, como a distribuição de senhas, possa ser adotada.

Neste ano, até o momento, Mogi das Cruzes registrou 22 casos confirmados de Influenza dos quais, quatro pacientes foram a óbito, o último deles uma criança de sete meses, falecida no último dia 27 de julho, portadora de hepatopatia.

Todas as nove cidades do Alto Tietê, além de Mogi – Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Arujá, Santa Isabel, Guararema, Biritiba Mirim e Salesópolis – além dos demais municípios paulistas – também terão postos de vacinação neste sábado, 4 de agosto.

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País quer vacinar 11 milhões de crianças contra o sarampo e a pólio

Paula Laboissière – Agência Brasil  Brasília – O cirurgião-dentista Ricardo Gadelha, 44 anos, foi diagnosticado com poliomielite pouco antes de completar 2 meses de vida. Em meio às sequelas que a doença deixou, sobretudo nos membros inferiores, ele garante fazer a sua parte pra que a chamada paralisia infantil não volte a fazer novas vítimas. Os filhos de Gadelha, Samuel, 14 anos, e Davi, 11 anos, foram devidamente imunizados contra a pólio. “Não quero nem desejo essa sequela pra ninguém. Filho protegido é filho vacinado. Nós, pais, temos essa responsabilidade”, reforçou.

Em todo o território nacional, o Ministério da Saúde tem três objetivos: vacinar quem nunca tomou a vacina; completar todo o esquema de vacinação de quem não tomou todas as doses; daar uma dose de reforço para quem já se vacinou completamente, ou seja, tomou todas as doses necessárias à proteção.

Neste ano, a campanha é ainda mais importante dada à volta da circulação do sarampo no território brasileiro e a ameaça da paralisia infantil. Além das crianças, os adultos (menores de 49 anos) que ainda não tomaram também devem ser imunizados contra o sarampo e, para isso, a vacina está disponível de segunda a sexta-feira.

A partir da próxima segunda-feira (6), todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem ser levadas aos postos de saúde para receber a dose contra a pólio e também contra o sarampo. O Dia D de mobilização nacional foi agendado para o dia 18, um sábado, mas a campanha segue até o dia 31 de agosto. A meta do governo federal é imunizar 11,2 milhões de crianças e atingir o marco de 95% de cobertura vacinal nessa faixa etária, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o Ministério da Saúde, foram adquiridas 28,3 milhões de doses de ambas as vacinas – um total de R$ 160,7 milhões. Todos os estados, segundo a pasta, já estão abastecidos com um total de 871,3 mil doses da Vacina Inativadas Poliomielite (VIP), 14 milhões da Vacina Oral Poliomielite (VOP) e 13,4 milhões da Tríplice Viral, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba.

A campanha de vacinação deste ano é indiscriminada, ou seja, pretende imunizar todas as crianças na faixa etária estabelecida. Isso significa que mesmo as que já estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço. No caso da pólio, crianças que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida devem receber a VIP. As que já tomaram uma ou mais doses devem receber a VOP. E, para o sarampo, todas devem receber uma dose da Tríplice Viral – desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

Queda nas coberturas. Pais não devem deixar de vacinar seus filhos

Doenças já erradicadas no Brasil voltaram a ser motivo de preocupação entre autoridades sanitárias e profissionais de saúde. Baixas coberturas vacinais, de acordo com o próprio ministério, acendem “uma luz vermelha” no país. Até o momento, a pasta contabiliza 822 casos confirmados de sarampo – sendo 519 no Amazonas e 272 em Roraima. Ambos os estados têm ainda 3.831 casos em investigação. Casos considerados isolados foram confirmados em São Paulo (1), no Rio de Janeiro (14), no Rio Grande do Sul (13), em Rondônia (1) e no Pará (2).

Em junho, países do Mercosul fizeram um acordo para evitar a reintrodução de doenças já eliminadas na região das Américas, incluindo o sarampo, a poliomielite e a rubéola. Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile se comprometeram a reforçar ações de saúde nas fronteiras e a fornecer assistência aos migrantes numa tentativa de manter baixa a transmissão de casos. Dados do governo federal mostram que 312 municípios brasileiros estão com cobertura vacinal contra pólio abaixo de 50%.

Sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, mas que pode ser prevenida pela vacina. Pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade do quadro, particularmente em crianças desnutridas e menores de 1 ano. Em algumas partes do mundo, a doença é uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças menores de 5 anos de idade.

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus. Atualmente, entretanto, o país enfrenta surtos de sarampo em Roraima e no Amazonas, além de casos já identificados em São Paulo, no Rio Grande do Sul, em Rondônia e no Rio de Janeiro.

Pólio

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomielite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos de idade, mas também pode contaminar adultos. A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas, e há semelhanças com infecções respiratórias – como febre e dor de garganta – e gastrointestinais – como náusea, vômito e prisão de ventre.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus desenvolve a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

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Brasil tem 822 casos confirmados de sarampo; 3.831 são investigados

Dados atualizados pelo Ministério da Saúde apontam que o Brasil registra 822 casos confirmados de sarampo, sendo 519 no Amazonas e 272 em Roraima. Ambos os estados têm ainda 3.831 casos em investigação. Casos considerados isolados foram confirmados em São Paulo (1), no Rio de Janeiro (14), no Rio Grande do Sul (13), em Rondônia (1) e no Pará (2).

De acordo com o ministério, os dois surtos identificados no Norte e os demais casos no Sul e Sudeste estão relacionados à importação, já que foi comprovado que o vírus que circula no Brasil é o mesmo da Venezuela. “Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”, destacou o Ministério da Saúde, por meio de nota.

Eliminação

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo e, atualmente, segundo o governo, empreende esforços para interromper a transmissão dos surtos. Para ser considerada transmissão sustentada da doença, um mesmo surto deve se manter por mais de 12 meses.

Entre 2013 e 2015, o Brasil registrou surtos decorrentes de pacientes vindos de outros países, quando foram registrados 1.310 casos de sarampo – a maioria, em Pernambuco e no Ceará.

Esquema vacinal

A dose contra o sarampo é ofertada gratuitamente por meio da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e da tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Ambas fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação e estão disponíveis ao longo de todo o ano nos postos de saúdes.

Neste momento, o ministério está intensificando a vacinação entre crianças, público mais suscetível à doença. A indicação é que elas recebam uma dose da tríplice viral aos 12 meses e uma da tetra viral aos 15 meses. Crianças entre 5 e 9 anos que não foram vacinadas anteriormente devem receber duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas.

Adultos não vacinados devem receber a vacina prioritariamente em locais onde há surto da doença, como Roraima e Manaus. Pessoas que já completaram o esquema vacinal não precisam se vacinar novamente.

Campanha

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo será de 6 a 31 de agosto (no Estado de São Paulo já começa sábado, dia 4/08), com o chamado Dia D de Mobilização Nacional agendado para 18 de agosto. Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem ser levadas aos postos de saúde – mesmo que já tenham sido imunizadas anteriormente.

Américas

A região das Américas foi a primeira em todo o mundo a ser declarada, em 2016, como livre do sarampo. A doença pode causar graves problemas de saúde, como pneumonia, cegueira, inflamação do cérebro e até mesmo a morte. A Opas alertou que, até que o vírus seja erradicado em todo o mundo, há sempre o risco de um país ou continente registrar casos importados.