Calçada ‘engolida’ para dentro de córrego no Mogi Moderno, em Mogi das Cruzes, é risco de acidentes graves aos pedestres

Calçada foi engolida por córrego e é o único lugar seguro para pedestre circular sem risco no trânsito

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Imagine uma calçada, que de um lado tem uma rua de muito movimento e de outro um córrego, e sem condições do pedestre caminhar sem risco de acidentes? Essa calçada – assim como outras – está na Rua Prefeito Armindo Faustino de Melo, no Mogi Moderno – que volta e meia tem trecho “engolidos” pelo córrego. Desta vez, até gradis de proteção foram parar dentro do curso de água.

Nesse local, várias pessoas já caíram.  E o pedestre, com medo caminhar pelo asfalto, mesmo sendo beirando a guia e sarjeta, acaba indo pela calçada, mas os riscos continuam. Segundo relatos de populares, no local há redes para impedir que os pedestres caiam no córrego. A calçada já é bastante estreita, e com parte dela tendo caído dentro do córrego, redes foram colocadas pela Prefeitura de Mogi das Cruzes.

E foi nessa rede que uma idosa tropeçou. Ela tropeçou, caiu, ralou o joelho e por sorte não teve maiores problemas.  O genro dela, que não se identificou, disse que o medo da esposa e família é que ela tivesse alguma fratura, o que não ocorreu.

Depois da queda da idosa, populares disseram que um homem estava em um bar, bebeu, caminhou pela calçada, tropeçou nos buracos e na rede e acabou caindo dentro do Córrego Ipiranga.

No local, há muitas reclamações de outras pessoas ouvidas pela reportagem do CORREIO INDEPENDENTE, entre elas são do mau cheiro intenso (confirmado por comerciantes), e do estado sempre comprometedor dessa calçada que margeia o córrego.

Procurada, a Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura de Mogi das Cruzes respondeu que a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos está providenciando os trâmites, para que as equipes possam iniciar os trabalhos de reparo na Rua Prefeito Armindo Faustino de Mello, no trecho em que ela margeia o Ribeirão Ipiranga. A obra requer uma liberação ambiental, que está sendo providenciada neste momento, para então ter início.

Sobre prazo para que isso seja feito, a Coordenadoria complementou: “Como existe a questão ambiental envolvida, é difícil estimar um prazo de início, porém a expectativa é superar essas etapas o quanto antes, para iniciar a intervenção.”

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