Cachaça artesanal mata dois detentos do CDP de Suzano

Três foram levado para a enfermaria do CDP, onde um morreu. O outro morreu no Pronto-Socorro da cidade

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – A ingestão de uma bebida artesanal matou dois detentos e ainda levou um outro para o hospital no fim da madrugada desta quarta-feira (21/08), no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Suzano, situado no Parque Maria Helena.

Os três foram socorridos na enfermaria do estabelecimento prisional. Lá, o mais velho, Daniel Silva, de 47 anos, acabou morrendo. Os outros dois, um de 33 e outro de 37 anos, ainda foram socorridos ao Pronto-Socorro Municipal de Suzano, anexo à Santa Casa.

No PS suzanense, o detento Fernando Hebert Passos Gomes, de 37 anos, também morreu. O terceiro, Samuel de Oliveira de Araújo, segue internado e a situação dele é estável.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, tudo aconteceu na cela 5, quando agentes da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) foram chamados para atender os três detentos, que estavam passando mal, por volta das 5h da madrugada.

Ainda segundo o BO, a bebida artesanal que matou os dois e levou um para um terceiro para o hospital é a chamada “maria-loca”, aguardente que envolve complicados processos de fermentação e destilação, e que foi citada pela primeira vez no livro “Estação Carandiru”, por ser produzida secretamente pelos presidiários.

A Polícia Civil de Suzano pediu perícia no local ao Instituto de Criminalística (IC), de corpo de delito para o detento que está internato, além de exame necroscópico para os dois mortos que foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) suzanense. A polícia ainda não sabe se os três produziram a cachaça artesanal ou se a bebida foi feita por outros detentos do CDP.

O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Suzano, no Boa Vista, zona norte da cidade.

Foto: Arquivo