Antônio Felix, que matou a mulher Elisangela em Suzano, na manhã do dia 13, se entrega à polícia

Policiais da Delegacia de Homicídios de Mogi das Cruzes foram até São José do Rio Preto, onde o assassino se entregou. Ele já está em Mogi

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Policiais da Delegacia de Homicídios de Mogi das Cruzes, no Alto Tietê – região que ocupa a porção leste da Grande São Paulo – foram até a cidade de São José do Rio Preto, na região de Araçatuba, onde Antônio Felix, de 48, que matou a esposa em Suzano, na manhã do último dia 13, se entregou á polícia daquela cidade.

Como tem família naquela região do interior, ele se entregou depois das 23h na noite desta quarta-feira (14/08) na Delegacia de Polícia Civil de Rio Preto. Acompanhado do seu advogado, Felix pensou que se apresentando iria depor e depois sair liberado, pela porta da frente da delegacia.

Na prática, ele tentou escapar do flagrante (que dura 48 horas), contando que o Fórum de São José do Rio Preto estivesse fechado, mas acontece que já havia um mandado de prisão contra ele, expedido no mesmo dia do crime, a pedido da Homicídios de Mogi e expedido pela 1ª Vara Criminal de Suzano. De acordo com o delegado o delegado Rubens José Ângelo, a prisão do suspeito é temporária, com duração de 30 dias. A motivação do crime, segundo o delegado, foi o ciúme. “Ele revelou que tentou ver o que havia no celular de Elisangela, pois acreditava que estava sendo traído. Como ela não deixou, ele a estrangulou e asfixiou com o travesseiro” disse.

O crime

O casal estava separado, mas informações dão conta de que ainda moravam no mesmo imóvel onde ocorreu o crime, na Rua Assunção do Piauí, no bairro Miguel Badra, zona norte de Suzano – cidade vizinha a Mogi.

De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado no 2° Distrito Policial de Suzano, no Boa Vista, a mulher morreu sufocada por uma pequena almofada. O corpo dela foi encontrado às 8h30 da última terça-feira (13/08). Ainda de acordo com o BO, houve uma discussão e gritos, ouvidos pelos vizinhos, que acionaram a Polícia Militar. Quando os policiais chegaram, ela já estava morta, caída no chão de um dos cômodos da casa. O crime aconteceu quando a mulher voltava da escola, onde deixou as filhas.

Maria Elisangela Alves da Silva deixa duas filhas pequenas e seu corpo foi levado para o Piauí, estado onde nasceu, onde será sepultada.

RELEMBRE REPORTAGEM DO DIA DO CRIME,13 DE AGOSTO