Amamentar gera benefícios, não só para o bebê mas também para a mãe

O leite materno ajuda a criança a crescer de forma saudável. Não é necessária a introdução de outros alimentos, antes do sexto mês de vida. Segundo o Ministério da Saúde, não existe leite fraco ou ralo. A mãe produz este alimento, de acordo com a necessidade do bebê, ou seja, cada leite é específico para cada criança. A coordenadora de Ações de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Fernanda Monteiro, explica um pouco mais sobre os benefícios deste alimento para os pequenos e para as mamães.

“Como o leite da vaca é específico para o bezerro, o leite da mãe é específico para a criança, tem todas as características necessárias. Não precisa de nenhum outro complemento, então não precisa de água, de chá, de suco. Que, às vezes, as mulheres ficam na dúvida, elas acham que é pouco só amamentar. Então, a nossa recomendação, como Ministério da Saúde, é que a mãe amamente essa criança até os seis meses, exclusivamente, e até os dois anos, ou mais, introduzindo alimentos saudáveis. Evita diarreia, alergias, infecções respiratórias. E, para a vida futura dessa criança, reduz as chances de diabetes, hipertensão, obesidade, sobrepeso. Então, traz benefícios, a longo prazo, para a criança e também à mulher. Porque vários estudos mostram que, quando a mãe amamenta, ela tem uma menor chance de ter câncer de mama, de útero, de ovário. É um benefício para a saúde dos dois.”

Participe desta campanha você também. Relembrando que não precisa dar nenhum outro alimento além do leite materno até os 6 meses de vida e deve continuar amamentar até os 2 anos ou mais.. E, em casos mais graves, até a morte. Se você não está conseguindo amamentar corretamente o bebê, busque auxílio no Banco de Leite Humano mais próximo. Lembre-se: amamentação é a base da vida.

Mães devem se informar sobre a amamentação ainda na gravidez, alerta especialista

“É uma interação de mãe com o filho”. Essa frase não é de especialista, mas sim de uma mãe de Goiânia: a engenheira civil Taciele Cristina, que virou mãe de primeira viagem aos 28 anos. Com 36 semanas de gestação, os gêmeos Benício e Miguel vieram ao mundo em parto prematuro. Com quase duas semanas de vida, as crianças estão saudáveis. Graças à ajuda do Banco de Leite Humano (BLH) de Goiânia, ela conseguiu amamentar por translactação, uma técnica usada para estimular a mama a produzir leite e o bebe a sugar. Com isso, a criança mama por meio de uma sonda na região do mamilo, para se acostumar com o peito. Como Taciele não produzia leite o suficiente, ela teve de fazer o procedimento. Após quatro dias, os gêmeos mamavam normalmente no peito dela. Mas se não fosse o suporte profissional, ela não teria a mesma interação que tem agora com os filhos.

“Eu não tinha noção nenhuma sobre amamentação. Eu achava que o bebê nascia, já pegava o peito e o leite já saía, era tudo lindo. Hoje, eu já vejo a diferença que tem. É uma interação de mãe com o filho. No começo, eu não tive essa interação, porque não estava saindo leite. Hoje em dia, eu interajo o tempo todo com eles.”

A pediatra coordenadora do Banco de Leite Humano (BLH) de Goiânia, Eliane Fonseca, de 65 anos, foi a profissional da saúde que prestou todo o apoio a Taciele. Segundo Eliane, se as mães se informam sobre a amamentação, já na gravidez, podem evitar maiores problemas durante o aleitamento.

“Aquelas mães que foram mais bem orientadas quanto aos benefícios do aleitamento materno e quanto aos problemas que ocorrem com a falta da amamentação, se ela já tem esse contato na gravidez, então é muito mais tranquilo para ela decidir e querer (amamentar). Porque a mãe não adianta só ter o dever de amamentar. Ela tem o direito de amamentar e ser orientada. Isso ajuda bastante.”

Receber apoio é necessário. Veja o exemplo de Taciele e procure apoio. Vá até a unidade de saúde mais próxima de onde você mora e procure orientação sobre o aleitamento. Porque o seu leite é primordial para a sua criança. Então lembre-se sempre: amamentação é a base da vida.

Amamentar é mais que um ato de amor; é um ato de autoconhecimento e maturidade”

“Não existe leite fraco, não existe leite
que não sustenta”, garante especialista

A amamentação é o melhor meio de alimentar um bebê. É o único meio de passar todas as vitaminas e nutrientes necessários. Renata Brito é servidora pública, 36 anos, e um filho, o Pedro, de um ano e três meses. Ela teve, como toda mãe de primeira viagem, dúvidas no começo da amamentação. Mas, com auxílio de familiares da área da saúde, ficou mais tranquila. Além disso, Renata teve algumas dores no seio devido a uma mastite durante a amamentação. Mesmo assim, ela nunca pensou em desistir de alimentar o filho com o leite materno. Segundo a mãe, o ato é muito importante. Vai além da alimentação. É um gesto de amor.

“A gente costuma brincar que, muito mais que alimentar o bebê, é alimentar-se de amor mesmo. O aleitamento tem toda a questão fisiológica, biológica, é o melhor alimento. É a transferência direta dos anticorpos necessários para cada fase da vida do bebê, mas é também uma formação de vínculo que é até difícil de explicar. Esse primeiro contato entre mãe e filho, essa comunicação corporal, afetiva, que é completa.”

Amamentar também previne que a mãe tenha doenças, como câncer de mama e de ovário. Marília Santos é coordenadora do Banco De Leite Humano Do Hospital De Clínicas De Uberlândia. Ela explica que não existe leite fraco.

“Não, é um mito. Não existe leite fraco, não existe leite que não sustenta. O que acontece é que, primeiro, leite materno é de fácil e rápida digestão. Então, o bebê pede mais o peito, porque ele digere esse leite mais facilmente, mais rapidamente. Quando você oferece uma mamadeira, aquela proteína que está naquele leite é de difícil digestão, então causa a falsa sensação na mãe de que o bebê está mais sustentado com a mamadeira, porque ele demorou mais para sentir fome.”

Em casos de dúvidas, busque auxílio nos Bancos de Leite mais próximos de você. O Banco De Leite Humano Do Hospital De Clínicas De Uberlândia está localizado na Avenida Maranhão, número 1.720. Caso queira alguma informação por telefone, o número é 3218-2666. Repetindo, 3218-2666. E lembre-se que a amamentação é a base da vida.

Banco de Leite Humano de Mogi das Cruzes recebe certificação de qualidade pelo segundo ano

Equipe do Banco de Leite Humano de Mogi das Cruzes exibe certificados conquistados em 2016 e 2017 pela qualidade dos serviços (foto: Rebeca Barufi/PMMC)

Em março de 2018, e pelo segundo ano consecutivo, o Banco de Leite Humano de Mogi das Cruzes recebeu certificado de excelência “Padrão A – Categoria Ouro” pelo desempenho alcançado. O novo reconhecimento é referente ao ano de 2017 e foi feito pela Rede Global de Bancos de Leite Humano, com patrocínio da Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde (MS) e coordenação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A certificação levou em consideração diversos aspectos do atendimento prestado às mães e bebês da cidade, como produção, equipe técnica, equipamentos disponíveis, espaço físico e assiduidade na inserção dos dados no sistema de monitoramento. O trabalho desenvolvido pelo Banco de Leite faz parte de mais uma das ações que contribuíram para a redução da Mortalidade Infantil em Mogi das Cruzes. No ano passado, o município registrou 9,48 óbitos por mil nascidos vivos, menor registro desde o ano 2000.

Para o secretário municipal de Saúde, Téo Cusatis, a certificação confirma a qualidade dos serviços prestados à população mogiana e reafirma a importância do equipamento, implantado em 2013 por meio de uma parceria com o Rotary Clube. “Essa nova certificação é resultado do trabalho de uma equipe altamente comprometida e empenhada no incentivo das mães ao aleitamento materno e no cuidado com a alimentação dos recém-nascidos internados na Santa Casa de Misericórdia”, avalia.

Em 2017, o Banco de Leite Humano de Mogi das Cruzes prestou mais de 2 mil atendimentos diversos. Foram 1.067 blitz da amamentação; 345 atendimentos em grupo; 163 atendimentos individuais; e 489 coletas externas de leite materno. A unidade contou com 155 doadoras que, juntas, contribuíram para a coleta de 220 litros de leite no ano passado. No total, foram atendidos 277 bebês.

O Banco de Leite Humano oferece suporte para gestantes e puérperas por meio de um trabalho que visa incentivar a amamentação, ensinar a amamentação correta, esclarecer dúvidas e ressaltar os benefícios do aleitamento materno.

O trabalho também inclui a captação de doadoras de leite materno, ou seja, mães que produzem leite acima do consumo de seu bebê. Este leite é retirado na casa da doadora, seguindo cuidados e orientações da equipe do Banco de Leite, e utilizado para alimentar bebês prematuros internados na UTI Neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes.

Para manter os resultados e, principalmente, o atendimento aos prematuros, o Banco de Leite precisa de doação. A unidade funciona no Pró-Mulher (Rua Manuel de OIiveira, 30, Mogilar) e o telefone para informações é 4798-7343 4798-7344.