Alto Tietê soma 28 casos de Covid-19 e 12 mortes a confirmar. Brasil tem 77 mortos

Até quarta-feira eram 26 casos; 2 novos casos são de Itaquá e Suzano. Três mortes em Mogi não foram por Coronavírus. Veja quadro geral

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE * – Subiu de 26 para 28 – da quarta para esta quinta-feira (26/03), o número de casos confirmados de Coronavírus (Covid-19) nas 12 cidades do Alto Tietê – região que ocupa a porção leste da Grande São Paulo. Esses dois novos casos são de Suzano e o primeiro caso em Itaquaquecetuba. Agora são 1.969 notificações, 1.025 casos suspeitos aguardando resultados de exames, 756 casos leves e 160 descartados.

 

Brasil tem 77 mortes e 2.915 casos confirmados de coronavírus – LEIA MAIS ABAIXO

 

Os números são do Condemat – Consórcio de Desenvolvimento do Municípios do Alto Tietê, que recebe os números fornecidos pela Vigilância Epidemiológica dos municípios da região, que ocupa a porção leste da Grande São Paulo.

Considera-se Alto Tietê – região que ocupa a porção leste da Grande São Paulo – as cidades de Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Santa Branca, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano.

Ainda segundo o Condemat, agora são sete cidades entre as 12 da região com casos confirmados: Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá e Suzano.

Veja, no quadro abaixo, todos os números da região

 

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Alto Tietê tem 12 mortes a confirmar

Na área do Condemat, até esta quarta-feira (26/03) não há nenhum óbito confirmado pelas Vigilâncias Epidemiológicas Municipais ou pela Vigilância Epidemiológica Estadual – Regional Mogi das Cruzes.
Porém, há óbitos suspeitos, os quais passamos a incluir na estatística a partir de hoje. Nas cidades do Condemat  há 12 mortes suspeitas, sendo 6 de Guarulhos, 4 de Itaquaquecetuba e 2 de Mogi das Cruzes.
Em Santa Isabel, há 2 óbitos suspeitos, porém, a Vigilância Epidemiológica Municipal apurou que não se tratam de residentes na cidade (oriundos de São Paulo) e, por isso, não entram na estatística local.
Em Mogi das Cruzes, a Vigilância Epidemiológica Municipal informou que 3 óbitos suspeitos por Coronavírus já foram descartados e nesta quarta-feira (26/03) dois (os que constam na planilha) permanecem como suspeitos, pois ainda aguardam laudos.
As cidades de Poá e Suzano não informaram os óbitos suspeitos até o fechamento desta planilha.

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Brasil tem 77 mortes e 2.915 casos confirmados de Coronavírus

 

jonas Valente – Agência Brasil – Brasília – Nesta quinta-feira (26/03) completa um mês do primeiro caso confirmado  do novo Coronavírus (Covid-19) no Brasil. Durante este período a pandemia produziu 77 mortes, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta quinta-feira (26/03). A taxa de letalidade no País é de 2,7%.

Na quarta-feira (25/03), as mortes já haviam se expandido para além de São Paulo e do Rio de Janeiro, com falecimentos em Pernambuco, no Rio Grande do Sul e no Amazonas.

Considerando apenas o período de um mês após o primeiro infectado, o Brasil fica atrás da China (213 mortes e 9.802 casos) mas à frente da Itália (29 mortes e 1.694 casos).

O total de casos confirmados saiu de 2.433 ontem para 2.915 casos. O resultado de hoje marcou um aumento de 54% nos casos em relação ao início da semana, quando foram contabilizadas 1.891 pessoas infectadas.

O secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou que a comparação entre Brasil e Itália deve ser ponderada por uma série de aspectos, como pelo fato dos países terem faixas etárias diferentes (a Itália com mais idosos) e pelo Brasil ter mais leitos de Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) do que aquele país.

“O fato de termos mais casos não significa nada. Nós começamos de forma mais lenta, mas em compensação a Itália teve crescimento abrupto, que esperamos que nós não tenhamos. Pode ser que daqui a uma semana, nossa situação seja muito melhor que a Itália. Temos uma expectativa que nós não vamos ter número de óbitos proporcional que Itália está tendo. Precisamos esperar mais algumas semanas”, respondeu.

O total de casos confirmados saiu de 2.433 ontem para 2.915 casos. O resultado de hoje marcou um aumento de 54% nos casos em relação ao início da semana, quando foram contabilizadas 1.891 pessoas infectadas.

Do total de mortes, 58 foram em São Paulo, nove no Rio de Janeiro, três no Ceará, três em Pernambuco, uma no Amazonas, uma no Rio Grande do Sul, uma em Santa Catarina e uma em Goiás.

Como local de maior circulação do novo coronavírus no país, São Paulo também lidera o número de pessoas infectadas, com 1052 casos confirmados. Em seguida vêm Rio de Janeiro (421), Ceará (235), Distrito Federal (200), Rio Grande do Sul (158) e Minas Gerais (153).

Também registram casos confirmados Santa Catarina (122), Bahia (104), Paraná (102), Amazonas (67), Pernambuco (48), Espírito Santo (39), Goiás (39), Mato Grosso do Sul (25), Acre (24), Rio Grande do Norte (19), Sergipe (16), Pará (13), Alagoas (11), Mato Groso (11), Maranhão (10), Piauí (nove), Roraima (oito), Tocantins (sete), Rondônia (cinco), Paraíba (cinco) e Amapá (dois).

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Faixas etárias de casos graves e mortes

De acordo com os dados do Ministério, levando em conta as idades das pessoas contaminadas em estado grave, o maior grupo de risco até esta quarta´feira 26/03) está entre as pessoas de 60 a 79 anos. De um total de 391 casos graves avaliados, cerca de 80 pessoas tinham entre 60 e 69 anos e outras 70 pessoas, entre 70 e 79 anos. Há alto registro, porém, de pessoas contaminadas com idade entre 30 e 49 anos, que somam cerca de 110 casos.

No quadro de vítimas fatais, porém, o perfil dos óbitos mostra uma concentração entre idosos. Entre os 59 casos avaliados até o dia 26 de março, quase 40 são de pessoas com idade entre 70 e 89 anos.

 

VEJA, AO VIVO, ENTREVISTA COLETIVA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Atualização do boletim epidemiológico sobre #coronavírus

Estamos #AoVivo: Ministério da Saúde atualiza dados sobre a #Covid-19

Publicado por Ministério da Saúde em Quinta-feira, 26 de março de 2020

Balanço de 1 mês de coronavírus

A avaliação da equipe do Ministério da Saúde é que o avanço do número de casos de coronavírus tem sido abaixo da expectativa, com evolução de 33% a cada dia. Desde o 100º caso,  a média foi de 31% por dia. Nesta semana, houve dias em que os números subiram abaixo dos 20%. Contudo, o secretário de vigilância e saúde, Wanderson de Oliveira, lembrou que isso se deve também ao fato dos testes que detectam a doença estarem sendo destinados a casos mais graves. Com o aumento dos exames anunciado ontem, a perspectiva é que o número seja elevado.

Ele ressaltou como pontos positivos do enfrentamento à pandemia no país a força do sistema de saúde, a capacidade de detectar “oportunamente” o surto, a disponibilização de material para assistência e as ações para atenção primária. Já entre os pontos negativos ressaltou o fato de nos últimos anos não ter havido investimento na automatização de laboratórios centrais.

Perspectivas para o próximo mês

A perspectiva para próximo mês é que a epidemia aumente no Brasil, uma vez que o país está no início da curva de crescimento pela qual outras nações já estão passando, como Estados Unidos, Itália e Espanha. A equipe disse que não anunciará projeções de casos, mas adiantou que deverá haver mais mortes e mais casos.

“Vamos ter 30 dias muito difíceis. Não vamos conseguir reduzir em 30 dias. Vamos enfrentar isso. É difícil fazer previsão. Essas simulações são muito precoces para fazer. O número de casos depende de variáveis da transmissão e do número de testes. Agora não vamos fazer previsão de quanto teremos em 30 dias. Nossa intenção é fazer que a curva reduza o máximo possível”,  declarou João Gabbardo dos Reis. 

Um problema adicional na avaliação da equipe é o fato desse próximo período de crescimento da curva do novo coronavírus coincidir com o pico de casos de dengue e com a epidemia de influenza. Será, como definiu o secretário Wanderson de Oliveira, uma “tempestade perfeita” que demandará uma atuação voltada às três doenças.

“Teremos coronavírus, influenza e pico de dengue. Estamos com três epidemias simultâneas. Aproveitem que estão em casa e limpem o quintal, eliminem focos de dengue e vacinem-se conforme o calendário. Se faltou vacina, converse com gestor e pergunte que dia que tem que voltar”, recomendou o secretário.

Evolução do coronavírus no Brasil

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Evolução mensal do coronavírus no Brasil – Ministério da Saúde

Evolução semanal

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Evolução do coronavírus no Brasil por semana – Ministério da Saúde

Evolução por região

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Evolução do coronavírus no Brasil por região. – Ministério da Saúde