Agosto, um mês bastante chuvoso nas cinco represas da região de Mogi das Cruzes; choveu 44,75% a mais que o esperado

Tradicionalmente seco, agosto de 2.020 foi um dos mais chuvosos sobre as cinco represas do Spat – Sistema Produtor Alto Tietê,

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Ao contrário de julho, agosto de 2.020 foi um mês bastante chuvoso sobre as  cinco represas do Sistema Produtor Alto Tietê, o Spat, região de Mogi das Cruzes. Segundo dados são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), dos 36,2 milímetros de precipitação esperados para os 31 dias do mês, caíram efetivamente 52,4 milímetros – o equivalente a 44,75% a mais que a média histórica para o sistema.

O Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) é composto pelos reservatórios de Ponte Nova e Paraitinga (amba em Salesópolis), Biritiba (em Biritiba Mirim), Jundiaí (em Mogi das Cruzes) – na foto acima – e Taiaçupeba (entre Mogi das Cruzes e Suzano).

As cinco represas  do Alto Tietê fecharam agosto com 65,2% da capacidade total de armazenamento. Em volume de água armazenada, as cinco juntas fecharam o oitavo mês do ano com 365,29 hectômetros cúbicos (hm3) – o que significa que há nesses reservatórios 365.290.000.000. Traduzindo para melhor entendimento, 364 bilhões e 290 milhões de litros de água acumulada.

Há um mês – em 31 de julho – o volume total dos cinco reservatórios era de 67,9%.

No ano passado (2.019), dos 36,3 milímetros esperados para agosto, choveu apenas 9,7%. Já em 2.018, o mês foi mais “molhado” e choveu um pouco acima do esperado, que eram os mesmos 36,3 mm, mas na realidade a precipitação foi de 43,6 mm. Em 2.017, a situação foi quase a mesma do ano anterior. Dos 36,3 mm de média histórica, choveu 46,1 mm. Em 2.016, situação parecida: expectativa de 36,2 mm e realidade de 40,3 mm.

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Veja o volume de água em cada um dos reservatórios do Spat no dia 31 de agosto

 

Embora o saldo total de água acumulada nas cinco represas do Alto Tietê juntas tenha fechado maio com 65,2% – de um total de 100% da capacidade total –  o volume armazenado em cada uma delas não tem o mesmo nível de água. Há represas com mais ou menos água armazenada, seguindo a política da Sabesp de administrar os níveis para evitar transbordamentos.

Por exemplo, o reservatório da Ponte Nova é o mais cheio do Spat, com 88,46% da sua capacidade total, enquanto que a do Rio Jundiaí, em Mogi das Cruzes, é o mais vazio do sistema, fechando julho com apenas 10,56% de água reservada.

Vale lembrar que todas  essas represas são interligados, e as águas são transportadas, por dutos, entre elas, até a Represa de Taiaçupeba (veja arte mais abaixo).

Veja então como ficou a situação em cada uma dos cinco reservatórios do Sistema Produtor Alto Tietê neste 31, último dia de agosto de 2020, e na mesma data do mês anterior:

 

Reservatório                                        Julho 2020       Agosto 2020

Represa de Paraitinga:                             64,98%           64,71%       

Represa da Ponte Nova:                           89,97%           88,46%      

Represa de Biritiba:                                   34,74%           21.35%           

Represa do Rio Jundiaí:                            26,58%            10,56%     

Represa de Taiaçupeba:                           31,89%            34,81%     

Totais gerais                                                 67,9%               65,2%

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Saiba onde ficam as cinco represas do Spat

O Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) é composto por cinco reservatórios: Ponte Nova e Paraitinga (amba sem Salesópolis), Biritiba (em Biritiba Mirim), Jundiaí (em Mogi das Cruzes) e Taiaçupeba (em Mogi das Cruzes e Suzano)conforme o mapa abaixo).
Essas represas são interligadas por cerca de 28 quilômetros de túneis e canais e contam com uma estação elevatória com capacidade para impulsionar 33 mil litros por segundo de água em um desnível geográfico de cerca de 120 metros.
O tratamento é feito na estação do Guajaú, a maior instalação de tratamento da Grande São Paulo.
 

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Região Metropolitana de São Paulo possui sete sistemas

O Spat – Sistema Produtor do Alto Tietê é apenas um entre os sete sistemas de represas que armazenam e abastecem de água para a Região Metropolitana de São Paulo – composta pela Capital e outros 38 municípios (Arujá, Barueri, Biritiba Mirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guararema,Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Juquitiba, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel, Santana do Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista).

Os sete sistemas são: Cantareira, Alto Tietê, Guarapiranga, Cotia, Rio Grande, Rio Claro e São Lourenço.

Entre os sete sistemas, o que tem menos água armazenada em relação à sua capacidade total neste final de agosto de 2020 é o Cantareira, que fechou o mês com 47,9%,. E o que tem mais água armazenada comparando sua capacidade é o Rio Grande, com 47,9% de água armazenada.

Já em total de água reservada – independente da comparação com sua capacidade, o Cantareira é o que tem mais líquido armazenado neste final de agosto: 470,32 hectômetros cúbicos, seguido do Alto Tietê com  365,29 hectômetros; em terceiro vem o Guarapiranga, com 87,04 hectômetros, em quarto o Rio Grande, com 86,87 hectômetros, em quinto o São Lourenço com 65,35 hectômetros, em sexto o Cotia, com 12,39 hectômetros e em sétimo e último o Rio Claro, com 9,33 hectômetros.

Vale lembrar que, como explicado mais acima, cada hectômetro cúbico (hm3) equivale a 1 bilhão de litros de água.

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