7 do PCC são presos na Operação Bandeirantes da Dise, em Mogi das Cruzes, Poá, Itaquá e no Itaim Paulista

Célula do PCC agia na região. Justiça espediu 10 mandados de prisão e 15 de busca. Sete foram presos e outros continuam sendo procurados

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Sete pessoas foram presas nesta sexta-feira (02/08) em cidades do Alto Tietê e no Itaim Paulista, durante a “Operação Bandeirantes”  que foi deflagrada pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), que domina, distribui e armazena drogas nessas localidades. No confronto com os policiais civis, um bandido morreu.

De acordo com a Dise, essa célula da facção criminosa age em Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba e Poá – no Alto Tietê – e no Itaim Paulista, bairro da Zona Leste da Capital. Essa é a primeira fase da Operação, que continua em busca de outros criminosos. Das sete pessoas presas, duas foram em flagrante e cinco por mandado judicial. Ao todo, a 3ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes expediu dez mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão.

Participaram dessa primeira fase da Operação Bandeirantes 91 policiais civis de diversas delegacias da região e 42 viaturas de apoio. A maior parte dos presos agia no Jardim Universo e Conjunto do Bosque, bairro localizados em Braz Cubas – distrito mais populoso de Mogi das Cruzes.

Foram apreendidos veículos, armas, além de aproximadamente 25 quilos de maconha, em tijolos – e 1,5 quilo de cocaína, com o selo do mega traficante Pablo Escobar, que estavam em Itaquaquecetuba. Foi lá onde houve o confronto dos policiais civis com um criminoso, que acabou baleado. Ele efetuou dois disparos de arma de fogo contra uma equipe da Polícia Civil. Os policiais revidaram e atingiram o indiciado. Levado para o Hospital Santa Marcelina, ele  morreu. A mulher dele também foi presa e, segundo a polícia, porque ela sabia da existência das drogas em casa e das atividades do marido. Dentro da residência os policiais da Dise prenderam outro homem da quadrilha e armas.

Dos carros apreendidos – de acordo com a polícia – um era disfarçado como de entrega de água em galões, enquanto que outro tinha forte cheiro de peixe, provavelmente para disfarçar o cheiro da maconha.

De acordo com a Dise, além das drogas, foram apreendidos quatro armas – uma submetralhadora 9 milímetros, um revólver calibre 38, um revólver Magnum calibre 44 cano longo, uma espingarda tipo garrucha, dois carregadores com capacidade para 30 munições cada, balanças de precisão, uma máquina seladora (para embalar as drogas para o tráfico), e R$ 3.500,00 em dinheiro e vários apetrechos para embalar drogas (fotos abaixo). A submetralhadora tem características de fabricação artesanal. Também foram três veículos.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Fabrício Intelizano, da Dise, as investigações começaram em maio e esse foi um duro golpe nesse núcleo do PCC que agia na cidade e região. Segundo ele, quatro pessoas continuam foragidas e as fases seguintes da Operação serão realizadas ainda este ano. “Identificamos o líder desse núcleo que agia em Mogi, os criminosos que gerenciavam todo o processo de embalagem até o tráfico e os carros que eram utilizados para o transporte das drogas. Daí, conseguimos os mandados de prisão e de busca e apreensão que cumprimos grande parte hoje”, disse.

O delegado Intelizano frisa que apenas um núcleo do PCC que age na região foi desarticulado na operação desta sexta-feira e que tem muito mais gente envolvida. “Continuaremos com as investigações para identificar e prender outros criminosos”.

Além dos sete presos, outros quatro indivíduos já foram identificados pelas investigações

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Fotos: Polícia Cívil / Divulgação