27 são presos pela Polícia Militar em rinha de galo no Piatã, em Mogi

 

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE – Policiais Militares da Polícia Ambiental de Mogi das Cruzes prenderam 27 pessoas na tarde desta sábado (11/05) no Jardim Piatã, periferia da cidade, que participavam de uma rinha de galo. Três dos detidos são menores de idade.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, uma denúncia anônima levou o 1º Batalhão da Policia Ambiental da cidade até o local, onde houve o flagrante, no momento em que havia uma disputa entre os animais, crime de Maus Tratos, proibidos por lei. No momento da chegada dos policiais, houve muita correria.

Segundo a PM Ambiental, havia aves debilitadas, com esporas cortadas e vários ferimentos pelo corpo. No total, foram encontrados no local 77 galos, a maioria com ferimentos. Alguns era muito novos, mas de acordo com os policiais, já prontos para as brigas na rinha.

Os policiais informaram na delegacia que na rinha de galos havia uma cobrança de ingresso no valor de R$ 20,00.

O caso foi registrado no  1º Distrito Policial, no Parque Monte Líbano, como Maus Tratos.

Embora seja proibida no Brasil desde 1998, a prática continua acontecendo na clandestinidade. Basta ter galos de raça combatente, a rinha (uma espécie de ringue), o juiz e os apostadores. A tradição é antiga: os primeiros registros, encontrados na Índia, são do ano 1 400 a.C.. A cultura ganhou força na Grécia antiga, por estimular o espírito de combate dos guerreiros. A partir daí, se espalhou pela Europa e, depois, pelo mundo, por meio dos colonizadores.

Veio ao Brasil no século 17 com os espanhóis, e ganhou adeptos. Em 1961, foi proibida pelo então presidente Jânio Quadros. Um ano depois, voltou a ser legal por ordem de Tancredo Neves. E em 1998 foi considerada crime ambiental.

Estados Unidos, Argentina e Inglaterra, entre outros países, também proíbem a briga de galo. Denúncias de rinhas de galo podem ser feitas pelo telefone 181, do Disque Denúncia, onde não é preciso se identificar. Tudo é feito em sigilo.